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Os hábitos de Inglaterra que atrasaram a afirmação de Taarabt no Benfica

Adel Taarabt, médio do Benfica

Na entrevista que concedeu ao diário desportivo Record, Adel Taarabt recordou a travessia no deserto antes de conseguir reclamar um lugar no Benfica.

O Luka [Modric] costumava chamar-me Zizou, porque dizia que eu era como Zidane. A pressão não me ajudou. Estava em Inglaterra e lá não era como o Benfica. Contrataram-me e eu tinha de ser profissional por mim mesmo. Não havia ninguém a dizer-me não ou a dizer-me que tinha de ir ao ginásio fazer trabalho extra. Era jovem, vivia sozinho em Londres, uma cidade onde acontecem muitas coisas. Tive um treinador no Queens Park Rangers que às vezes me dizia: ‘Não venhas treinar. Aparece no jogo e ganha’. Isto com 19 ou 20 anos”, recordou.

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Quando assinei pelo Benfica, em 2015, vim com essa mentalidade. E percebi que aqui as coisas são diferentes. É preciso trabalhar, ser profissional, algo que eu pensava que não precisava, porque jogava sempre. Demorei um ou dois anos a meter isso na cabeça. E ao fim de dois anos, quase perdi a paixão“, referiu.

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As saídas na noite

Taarabt fez questão ainda de abordar os rumores que davam conta das suas saídas loucas na noite. O médio reconhece que gosta de sair mas que não o faz até altas horas.

Sou solteiro, faço um jogo e tenho folga depois, por isso estou no direito de sair um bocado. Em Inglaterra, era essa a mentalidade. Querem que eu fique sempre em casa? Foi tudo exagerado, porque o Benfica é um clube grande e se eu fizesse alguma coisa eles saberiam. Nunca fui do tipo de sair todos os dias, não é verdade. Podia sair num dia de folga, mas nunca até tarde, no máximo, até à 1h30 ou 2h00. Não era às 6 ou 7 da manhã”, assegurou.

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Taarabt refere que é uma pessoa muito diferente daquilo que as pessoas pensam.

“Há pessoas que me conhecem e dizem: ‘Adel, quando as pessoas falam de ti parece que és um monstro. Mas quando me sento e falo contigo és um tipo completamente diferente’. Todas as pessoas que me conhecem dizem que sou um gajo top. E é verdade. Se cometo um erro, assumo-o. Nunca ponho a culpa nos outros. Sou o primeiro a dizer ‘estava errado’. Foi o que disse ao Benfica. Errei, a situação é esta, e percebi que a melhor forma de regressar era jogar por este clube, que é fantástico“, concluiu.

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