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Nacional
22/06/26 às 12:41

De intocável a moeda de troca: a queda de António Silva na Luz

Há dois anos, o Benfica recusava 35 milhões da Juventus e do Newcastle por ele e dizia que era intocável. Hoje, António Silva está a entrar no último ano de contrato, perdeu o estatuto e o próprio clube já admite baixar a célebre cláusula de 100 milhões. A história de uma desvalorização que custa caro à Luz.

Há dois anos, o nome de António Silva era sinónimo de futuro e de cifras milionárias. Hoje, é sinónimo de dor de cabeça para o Benfica. O central de 22 anos, formado na Luz e outrora apontado como um dos defesas mais promissores da Europa, vive um momento delicado que a direção encarnada tenta resolver antes do arranque da pré-época, marcado para 25 de junho.

O problema tem nome e prazo: contrato. O internacional português está a cerca de uma semana de entrar no último ano de vínculo, que termina em junho de 2027. E isso muda tudo. Um jogador nessa situação perde poder negocial para o clube, porque a partir de janeiro pode assinar livremente por qualquer emblema estrangeiro, e sair a custo zero no verão seguinte. O relógio joga contra a Luz.

O contraste com o passado recente é gritante. Em 2023 e 2024, o Benfica recusou propostas a rondar os 35 milhões de euros, vindas de Newcastle e Juventus, garantindo que o defesa era intocável e remetendo qualquer interessado para a cláusula de rescisão de 100 milhões. Agora, o cenário inverteu-se. Depois de uma temporada de menor protagonismo, ultrapassado na hierarquia por Otamendi e Tomás Araújo, e fora da convocatória para o Mundial, o seu valor de mercado caiu a pique.

O sinal mais claro dessa queda vem do próprio clube. Segundo A Bola, na nova proposta de renovação, que prevê um contrato de cinco anos, está em cima da mesa a redução da célebre cláusula de 100 milhões. Por outras palavras, o Benfica reconhece, na prática, que o número deixou de ser realista para um jogador que perdeu estatuto e está a um ano do fim do contrato.

Resta o braço de ferro. O jogador exige aproximar-se do topo salarial do plantel, com valores na ordem dos dois milhões líquidos por época, e o seu empresário continua a sondar o estrangeiro. O Benfica, por seu lado, vê nele uma peça importante para Marco Silva e o único central estabelecido disponível no arranque da época. Ou as partes se aproximam nos próximos dias, ou a Luz arrisca-se a ver um ativo de 100 milhões transformar-se numa venda a preço de saldo.

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