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Textos Gerais
21/06/26 às 10:45

O último recorde que falta a Ronaldo pertence a Eusébio há 60 anos.

Há 60 anos que ninguém lhe toca. O recorde de Eusébio de nove golos em fases finais de Mundiais resistiu a tudo, e é o único troféu individual que falta a Cristiano Ronaldo por Portugal. Falta-lhe um golo para igualar a lenda do Benfica. Mas há um pormenor incómodo que pesa sobre o capitão antes do Uzbequistão.

Sessenta anos depois, o recorde continua de pé. Em Inglaterra'1966, num Mundial em que Portugal se estreava e atingia o melhor resultado de sempre, o terceiro lugar, Eusébio marcou nove golos e deixou uma marca que ninguém na história da Seleção alguma vez conseguiu igualar. Seis décadas mais tarde, é precisamente esse o último recorde nacional que falta a Cristiano Ronaldo.

O capitão soma oito golos em fases finais de Campeonatos do Mundo, distribuídos por cinco participações. Está, portanto, a um único remate certeiro de igualar a Pantera Negra e a dois de o ultrapassar e ficar sozinho no topo. Para um jogador que detém praticamente todos os registos imagináveis ao serviço de Portugal, das 227 internacionalizações aos 143 golos, este é o pedaço de história que ainda lhe escapa por entre os dedos.

E é aqui que entra o pormenor incómodo. Ronaldo atravessa um jejum prolongado nas grandes competições: não marca numa fase final desde a sua participação anterior, somando já uma série de jogos consecutivos em branco entre Europeus e Mundiais. Na estreia desta edição, frente à RD Congo, voltou a falhar duas ocasiões claras e saiu de campo visivelmente frustrado. A pressão acumula-se a cada jogo que passa sem que a bola entre.

O duelo com o Uzbequistão, terça-feira em Houston, surge como a oportunidade ideal. É, no papel, o adversário mais acessível do Grupo K, uma seleção estreante em Mundiais e que já perdeu com a Colômbia. Se há jogo para Ronaldo quebrar o jejum e tocar no recorde de Eusébio, é este.

O simbolismo é enorme. Os dois maiores goleadores da história de Portugal, separados por gerações, por estilos e por sessenta anos, frente a frente numa única marca. Resta saber se, neste que será o último Mundial da carreira, o capitão ainda tem pernas para a alcançar.

Marcou o golo de Portugal e virou o vilão do Mundial