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Sporting recompra VMOC do Novo Banco e abre a porta a investidor minoritário

Adeptos do Sporting exibem bandeira do clube

O Sporting recomprou os Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) detidos pelo Novo Banco por cerca de 15,4 milhões de euros (ME), aumentando a sua participação no capital social da SAD para 88%.

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“O Sporting Clube de Portugal informa que adquiriu 51.416.952 de VMOC ao Novo Banco, e que após a conversão dos referidos valores aumentará a sua participação no capital social da Sporting SAD para 88%”, refere o Sporting, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os leões referem que se trata de um “marco histórico” por concluir a “última etapa que permite acelerar a nova era que já se iniciou”, explicando que foi dado o “passo final do caminho que foi definido em 2018, com o propósito de assegurar que o clube seria dono do seu próprio destino”.

Esta operação foi efetuada através de uma antecipação de receitas do contrato com a NOS, via Sagasta, numa outra operação financeira igualmente comunicada à CMVM, que resulta num “aumento global líquido de cerca de 50 ME face à operação” anterior.

“O valor global emitido pela Sagasta situa-se atualmente em Euro113.900.000,00, sendo Euro95.247.805,00 alocados à Sporting SAD e Euro18.652.195,00 à Sporting Comunicação e Plataformas, S.A”, explica.

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Segundo o Sporting, o encaixe líquido desta operação permitiu à Sporting SAD reestruturar a dívida bancária, extinguindo a dívida “originalmente pertencente ao Novo Banco, SA (com capital em dívida de Euro 35.403.508,62), com exceção das locações financeiras”.

“Em consequência, a sociedade alterou a sua exposição financeira para apenas a Sagasta, exceto locações financeiras”, explica o documento.

Os montantes desta operação com a Novo Banco fizeram aumentar em nove ME os valores envolvidos na recompra dos títulos na posse do Millennium BCP, efetuada em março de 2022, para um total de 23,7 ME.

O Sporting considera que esta terça-feira coloca um “ponto final” no acordo quadro de restruturação financeira assinado em novembro de 2014, que permite a entrada num novo ciclo.

“Um ciclo em que o clube possa, de forma constante e inequívoca, estar na disputa da liderança de todas as competições desportivas, de forma sustentável e sustentada, com foco na criação de valor a longo prazo”, defendem os leões.

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O Sporting fala ainda no arranque de uma fase “2.0 do planeamento estratégico”, criando as condições para a entrada de uma “parceria estratégica minoritária no capital na SAD, para que exista um reforço da política de investimento, da melhoria da experiência de todos os sócios e da globalização do clube”.

O clube detinha aproximadamente 84% do capital social da SAD, um valor que ascende agora a quase 89% com a alteração da titularidade dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis que estavam na posse do Novo Banco.

As VMOC remontam à liderança de José Eduardo Bettencourt, que recorreu a este instrumento em 2011 para injetar 55 ME na SAD ‘leonina’, com um prazo de validade até 2016, num processo que foi depois renegociado por Bruno de Carvalho e Frederico Varandas.

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Fonte: LUSA

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