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Pepe foi bem expulso? Golos bem anulados a Sporting e FC Porto?

Momento da agressão de Pepe a Matheus Reis no Sporting-FC Porto.

Os especialistas do diário desportivo O Jogo e A Bola e da rádio Observador analisaram o trabalho de Nuno Almeida no clássico entre Sporting e FC Porto.

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Logo aos 22 minutos, Marcus Edwards ficou a queixar-se de uma carga de Galeno, pedindo a marcação de uma grande penalidade. Contudo os especialistas defendem que não havia razão para a marcação do castigo máximo.

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Aos 42 minutos foi a vez de Evanilson pedir penálti, por falta de Hjulmand. Mas, tal como no lance anterior, a decisão de não assinalar penálti foi acertada.

Os especialistas também não tiveram dúvidas quanto ao golo anulado ao Sporting aos 45 minutos, da autoria de Viktor Gyökeres. Todos consideram que o lance foi bem ajuizado, uma vez que é precedido de falta de Eduardo Quaresma sobre João Mário.

Quanto à expulsão de Pepe, aos 51 minutos, o lance é mais uma vez considerado unanimemente acertada pelos especialistas, que apontam para o facto de o capitão portista ter atingido a soco Matheus Reis.

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O golo de Paulinho, aos 90+6 minutos, também foi bem anulado na ótica dos especialistas, por falta de Daniel Bragança sobre Fran Navarro.

Todos concordam com as palavras de Sérgio Conceição e Rúben Amorim de que a arbitragem não teve influência no resultado.

Veja abaixo as análises completas:

Análise de Pedro Henriques

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Análise de Duarte Gomes

Nuno Almeida é um dos melhores árbitros da atualidade. Isso não o torna invencível (nem perfeito), apenas define a sua qualidade técnica habitual. Esta segunda-feira teve pela frente um clássico escaldante, sobretudo na etapa complementar.

Fez um bom trabalho, muito por mérito de Tiago Martins, que mais uma vez foi competentíssimo na função de VAR.

Nota: tal como acontecera em Braga, o Sporting-FC Porto também começou com atraso, no caso, superior a 4 minutos. A rever.

Segue análise técnica aos lances mais relevantes do encontro:

11′ – Primeiro golo da partida: inicialmente ficámos com dúvidas se a bola jogada por Pepe tinha ou não tocado na mão direita de Gyokeres (como o sueco marcou logo a seguir, seria sempre falta), mas as imagens confirmarm que o contacto foi apenas e só na barriga. Lance bem validado.

15′ – Pepe discordou da decisão de Nuno Almeida em exibir-lhe o cartão amarelo, mas a opção técnica do algarvio foi indiscutível: o central puxou/agarrou Gyokeres, impedindo a sua progressão para zona prometedora. Também Alan Varela foi corretamente advertido na jogada: o médio chegou tarde à dividida com Geny, pontapeando o pé do moçambicano com negligência (o árbitro aplicou a vantagem e sancionou-o disciplinarmente na interrupção seguinte).

22′ – Edwards deixou-se antecipar por Galeno, que efetuou corte com contacto mas legal, já dentro da área azul e branca. Tudo certo.

25′ – Bem exibido o cartão amarelo a Nuno Santos, que reteve a bola nas mãos de forma antidesportiva. Momento desnecessário do atleta, ali na condição de suplente.

34′ – Gyokeres pisou o pé de Pepe, na sequência de uma jogada em que não foi malicioso nem negligente. O contacto foi acidental e decorrente da movimentação de ambos. O árbitro leu-o como imprudente. Na sequência, um elemento do banco técnico do FC Porto foi advertido.

41′ – Evanilson sentiu contacto (de Hjulmand) no corpo/costas e caíu na área adversária, sem ter havido infração. O toque existiu mas não teve carga/intensidade suficientes para derrubar, em falta, o avançado brasileiro.

43′ – João Mário arriscou na forma como usou o braço ao saltar à bola. O médio do Porto atingiu o rosto de Gyokeres, em lance que lhe podia ter valido advertência. O árbitro entendeu que só houve imprudência. A interpretação foi aceitável.

45′ – Este lance merece explicação técnica clara, sob pena de levar a “ódios” ou confusões que não se justificam. Facto: Eduardo Quaresma fez falta sobre João Mário. Porquê? Porque, embora sem qualquer intenção, ao correr nas costas do adversário, o defesa acabou por tocar-lhe com o joelho esquerdo no pé, derrubando-o. Estes contactos, os cometidos “na passada”, em lances em que ambos vão em movimento, são um clássico da imprudência. A lei pune a “falta de cuidado/atenção” do jogador que vai atrás, porque é esse que deve medir a forma como se aproxima daquele que vai à frente. A tendência habitual é focarmos na inocência de quem toca, mas na verdade o foco deve estar também na inocência de quem está à frente, pois é esse que sofre contacto que o faz cair e retira da jogada. Excelente intervenção do VAR.

51′ – Matheus Reis provocou (com um empurrão antidesportivo); Pepe “caíu na armadilha”, reagindo com mão aberta, que depois fechou para atingir a cara do adversário. Não há muito a dizer: o lateral tinha que ter visto o cartão amarelo; o vermelho exibido ao central, por conduta violenta, não tem discussão.

57′ – Quaresma quis ser advertido e foi (bem, porque retardou o recomeço de jogo). Momentos antes tinha arriscado a advertência, ao derrubar Taremi, em lance que podia ser perigoso para a sua área.

60′ – Excelente análise do árbitro assistente, em dois momentos: Gyokeres partiu de posição legal quando Geny lhe passou a bola; depois, quando o sueco a endossou a Pedro Gonçalves, o avançado português estava atrás da linha da bola. Golo legal do Sporting.

68′ – Taremi percebeu que ia disputar lance aéreo com Gonçalo Inácio e levantou o braço esquerdo na sua direção, atingindo-o no rosto. Havendo bola em disputa e sendo um contacto mais “aceitável” do que, por exemplo, o de Pepe em Matheus Reis, o cartão amarelo acaba por ser aceitável, no seu limite máximo. Infração na fronteira para o vermelho direto.

70′ – Amarelo bem mostrado a Gonçalo Inácio por retardar o recomeço de jogo.

72′ – Taremi estava adiantado quando a bola lhe foi passada por Galeno. O golo marcado depois por Evanilson foi bem anulado por intervenção correta do árbitro assistente.

81′ – Francisco Conceição foi bem advertido após pisar o pé de Gyokeres de forma negligente.

90+2′ – O Sporting ainda marcou, mas o golo foi erradamente anulado por fora de jogo de Paulinho. O certo é que, antes, Daniel Bragança pontapeou o pé de Navarro de forma inadvertida (e o próprio avançado parece ter feito falta sobre Galeno também). Nova intervenção oportuna do VAR.

90+7′ – No mesmo minuto, Hjulmand e Esgaio foram advertidos com justiça.

Nota – 7

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