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Nacional
21/06/26 às 16:18

Há uma mudança no ataque de Portugal que vai dividir o país.

Roberto Martínez só anuncia o onze no dia do jogo, mas os sinais dos treinos não enganam, e apontam para uma mudança no ataque de Portugal frente ao Uzbequistão que vai dividir o país. Há um nome a ganhar a titularidade, e a razão por que o selecionador o quer ao lado de Ronaldo tem tudo a ver com a Arábia Saudita.

A estreia apagada de Portugal no Mundial, com um empate sem brilho frente à RD Congo, obrigou Roberto Martínez a repensar o ataque. E dos treinos em solo norte-americano sai um sinal forte, daqueles que dividem adeptos e enchem cafés: João Félix está a ganhar pontos para a titularidade frente ao Uzbequistão, terça-feira em Houston.

O nome divide porque sempre dividiu. Adorado por uns, contestado por outros, Félix é o tipo de jogador que raramente gera consenso entre os portugueses. A possibilidade de entrar para o onze, muito provavelmente no lugar de Pedro Neto, vai reacender de imediato o velho debate sobre o seu real valor na Seleção e sobre se merece, ou não, o estatuto que o selecionador parece disposto a dar-lhe.

A razão da aposta tem um ingrediente curioso: a química com Cristiano Ronaldo. Félix e o capitão são companheiros de equipa no Al Nassr, na Arábia Saudita, onde partilham balneário e entrosamento há meses. Martínez acredita que esse conhecimento mútuo, essa ligação já rodada no clube, pode ser a chave para destravar um ataque que frente aos congoleses só conseguiu um remate enquadrado em todo o jogo.

A exibição ofensiva pobre da estreia é, aliás, o pano de fundo de toda esta reflexão. O selecionador espanhol terá ficado preocupado com a esterilidade da equipa no último terço e procura agora soluções que devolvam perigo e imprevisibilidade à frente de ataque.

Há ainda outras mudanças prováveis, como o regresso de Rúben Dias ao eixo da defesa. Mas é a dança no ataque que vai monopolizar as atenções. Martínez guarda o segredo até ao último momento, como é seu hábito, mas o país já começou a discutir. E quando o nome de João Félix entra na conversa, raramente fica alguém indiferente.