Nacional

Cartão do Adepto: a medida que afastou os adeptos dos estádios

Protesto contra o Cartão do Adepto

O dia de ontem ficou marcado pela aprovação no parlamento da revogação do Cartão do Adepto.

A medida foi criada no arranque desta temporada, aquando da abertura dos estádios aos adeptos, no âmbito do alívio das restrições impostas pela pandemia.

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O que era? A quem se destinava? Como se obtinha?

Tratava-se de um documento que visava o controlo das claques com o pretexto de evitar a violência, xenofobia e discriminação no desporto e promover a segurança nos estádios. As claques ou adeptos que adquirissem o Cartão do Adepto tinham acesso a zonas restritas dos estádios, denominadas por ZCEAP (zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos).

Nestas zonas era permitida a utilização de objetos de apoio às equipas, tinham entrada exclusiva. Uma vez nestas zonas, os adeptos não poderiam ter acesso às zonas dos bares e serviços de bares ou outras zonas.

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Era da responsabilidade dos clubes ter condições para a criação de duas zonas, destinadas para os adeptos da equipa da casa e para os visitantes.

O Cartão do Adepto destinava-se apenas às pessoas com mais de 16 anos, que teriam de fazer o registo online. Após fornecer todos os dados pessoais solicitados, teriam de pagar 20 euros, sendo posteriormente emitido pela APCVD e enviado para a respetiva morada no prazo máximo de 10 dias.

A validade do Cartão do Adepto era de três anos a contar da data da sua emissão.

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O que era na prática?

Apesar das boas intenções por trás desta medida, a verdade é que nunca fez sentido, mesmo quando o Secretário de Estado do Desporto João Rebelo, teimava em defender a medida com unhas e dentes.

Não seria através de um simples documento que se erradicaria a violência no futebol e não é por acaso que não existem números que comprovem esta tese. O que ficou a nu são as bancadas despidas dos estádios, que podiam perfeitamente estar ocupadas com adeptos a dar outro colorido aos jogos.

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Em vez de promover a segurança, o Cartão do Adepto acabou por afastar mais adeptos dos estádios, numa altura em que os clubes mais precisam de fazer receitas, dado o impacto que a pandemia teve nas suas contas.

Outra das críticas era a limitação da liberdade individual dos adeptos e no fundo contribuir para a estigmatização dos adeptos.

Por isso era uma medida condenada à morte desde a nascença.

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