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A explicação curiosa de Rúben Amorim aos problemas defensivos e a falta de golos

Rúben Amorim em conferência de imprensa de antevisão a um jogo da Liga dos Campeões do Sporting

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Eintracht Frankfurt, a contar para a Liga dos Campeões, Rúben Amorim foi muito questionado sobre o momento difícil que o Sporting atravessa.

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O treinador dos leões garantiu que a continuidade nos oitavos de final da competição não é determinante para a sua continuidade no cargo.

Nada. Faço a avaliação todos os dias, e farei, sobre se serei a pessoa certa para o Sporting. Nós podemos falhar objetivos ou não, mas começamos todas as épocas do zero e com novos objetivos. Tenho de ter noção da exigência do clube, os objetivos que atingimos ou não, e, principalmente, se sou a pessoa certa. Gosto de assumir responsabilidades e o fator bom que a nossa equipa técnica trouxe foi a exigência sem qualquer tipo de desculpas. Farei objetivamente essa avaliação. Os ‘oitavos’ não mudam muito. Diz mais do treinador quando nós somos uma equipa melhor e conseguimos ganhar a equipas melhores que nós e não temos tido essa capacidade. Na Liga dos Campeões, é um bocado o ir à luta contra equipas com outros orçamentos e isso não diz muito de uma equipa grande, mas sim de uma equipa talentosa que pode ter bons momentos, mas não consistência. Estes jogos são um extra com um objetivo. A minha avaliação tira a Liga dos Campeões, dá-nos uma avaliação que, em jogos grandes, não temos conseguido fazer o que queremos na I Liga e isso diz mais de mim do que da equipa“, afirmou.

Farei a avaliação no fim. Não ponho essa questão. Acho que vamos passar. Não vou responder já se posso colocar o lugar à disposição“, acrescentou.

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Amorim foi ainda convidado a dissecar o que tem falhado no Sporting esta temporada.

Temos criado mais, mas não conseguimos marcar. Temos controlado o ataque dos adversários. Em distrações, sofremos. Falhamos a capacidade de reagir aos maus momentos. O futebol é mesmo assim. Há coisas boas em maus momentos. Não temos de sofrer muito para crescer. Temos de viver bem. Já tivemos momentos destes e demos a volta. O clube está fortalecido e tem futuro, falhando na mesma os objetivos. A curto prazo, não estamos a conseguir“, referiu.

O treinador leonino procurou ainda explicar a tendência para a sua equipa encaixar tantos golos de bola parada.

“Essa é a parte mais fácil de perceber. O trabalho tem sido o mesmo, toda a equipa técnica tem feito um trabalho exaustivo, como fazia noutras épocas. É olhar para a equipa e ver que, saindo o Palhinha, o Matheus e o Feddal, trocando por outros jogadores que foram opção nossa para mudar a qualidade do jogo, isso retira muita altura e agressividade no ar à nossa equipa. Nunca tivemos tantos jogos sem o Seba [Coates]. Relembrar que nunca tivemos tantos jogos sem o Paulinho. Às vezes temos só os baixinhos. Se não aumentarmos a agressividade… E nisso podemos ser muito melhores, um jogador pode ter dois metros mas podemos empurrá-lo sem falta, é o que fazem ao Seba. Temos culpa nesse problema da equipa, mas não há como substituir uma equipa que era muito grande por uma equipa muito mais baixa. Esses fatores têm de ser acautelados, não o foram pelo treinador porque olhou para o jogo de outra forma”, disse.

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Amorim foi ainda convidado a explicar as dificuldades que o Sporting apresenta ao nível da concretização.

“Não sei explicar, porque não acho que seja falta de confiança. Lembro-me que o Porro falhou uma e ele é sempre um jogador com confiança. O Nuno Santos quis meter uma por cima e isso revela confiança. Em momento de stress, em vez de rematar forte à baliza como um jogador stressado, tentou meter por cima. O Pote falhou em frente à baliza, o que não é normal, o Arthur encostou uma bola sem guarda-redes… Acho que nos falta convicção. Há qualquer coisa no ar que se sente. No ano em que fomos campeões, sentia-se que algo ia acontecer. Agora sente-se o contrário. Isso muda-se com bons resultados, não com conversa“, concluiu.

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