Sobre o valor desportivo de Cristiano Ronaldo não há grande controvérsia. Mas há um detalhe que os críticos da gestão de Martínez não deixam passar. Desde que o selecionador assumiu o comando, em janeiro de 2023, Portugal venceu 21 dos 30 jogos em que Ronaldo foi titular, um aproveitamento de 70%, com 67 golos marcados. Sem ele no onze inicial, em apenas 9 jogos, a equipa venceu 6, um aproveitamento de 66,7%, mas com 33 golos marcados, uma média 64% superior por jogo. As duas maiores goleadas da era Martínez, 9-0 ao Luxemburgo e 9-1 à Arménia, aconteceram precisamente nos dois jogos em que o capitão não esteve em campo. A amostra é pequena, mas é exatamente este padrão, a equipa a libertar-se ofensivamente quando Ronaldo não está, que alimenta a tese de quem defende que o coletivo se encolhe à volta da sua presença.
