Pep Guardiola perguntou ao estádio cheio: "Porque é que gostam tanto de mim? Porque é que me fazem isto?" E depois foi ele a fazer aquilo ao estádio inteiro.
Pep Guardiola encerrou 10 anos no Manchester City com uma despedida que emocionou um estádio inteiro. Falou de pais e filhos, das memórias que ficam mais do que os títulos. O pai, Valentin, de 95 anos, chorou nas bancadas. Bernardo Silva também não segurou as lágrimas. O fim de uma era.
Pep Guardiola perguntou ao estádio cheio: "Porque é que gostam tanto de mim? Porque é que me fazem isto?" E depois foi ele a fazer aquilo ao estádio inteiro.
No domingo, no Etihad Stadium, Guardiola comandou o seu último jogo pelo Manchester City após dez anos, 20 troféus e uma transformação completa do clube. A despedida não foi apenas no relvado — foi também nas bancadas, onde o seu pai, Valentin, de 95 anos, chorou ao ver o filho pela última vez no banco de suplentes do clube que o tornou lendário.
No discurso final, o catalão foi além dos títulos: "Quero dizer obrigado a todos. Criámos todos juntos isto. Falamos de títulos, mas o que nos toca é quando falamos de pais e filhos juntos, da filha que lembra o pai que já morreu... É disso que se trata. Os títulos são bons, claro, mas estas memórias que conseguimos dar, todos juntos, é que dá sentido a isto."
No dia seguinte, segunda-feira, Manchester parou para um desfile pelas ruas da cidade. Milhares de adeptos encheram as ruas para se despedir do treinador que chegou em 2016 e transformou o clube numa máquina de troféus. Os filhos de Guardiola desfilaram com os 20 troféus um a um. Noel Gallagher, vocalista dos Oasis e adepto histórico do City, também marcou presença. Houve ainda uma mensagem em vídeo de Michael Jordan: "Parabéns por uma carreira inacreditável, aproveita o descanso."
Bernardo Silva despediu-se no mesmo dia — nove anos no clube, substituído aos 64 minutos e ovacionado de pé por todo o Etihad, incluindo pelos jogadores do Aston Villa. O abraço com Rúben Dias ficou gravado nas imagens. Guardiola, no banco, não escondeu a emoção.
O catalão deixou Enzo Maresca como escolha preferida para o substituir. Quanto ao seu próximo destino, Guardiola foi vago mas disse que sonha em treinar uma selecção e ir a um Mundial.
Actualizado 29/05/2026