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Nacional
10/04/26 às 09:47

NOITE DE PESADELO NO BRAGA: NIAKATÉ OPERADO AO TENDÃO DE AQUILES (6 A 9 MESES), DIEGO RODRIGUES 6 SEMANAS — E OS ADEPTOS DO BETIS AINDA ARRANCARAM AS TORNEIRAS DA PEDREIRA

O empate 1-1 com o Betis custou muito caro ao Braga. Niakaté foi operado ao tendão de Aquiles e fica fora 6 a 9 meses — época terminada. Diego Rodrigues 6 semanas. E para fechar a noite, os adeptos do Betis destruíram as casas de banho da Pedreira.

Há noites em que o resultado é o menor dos problemas. A noite de quarta-feira em Braga foi uma dessas.

 O Sporting de Braga empatou 1-1 com o Betis na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa — resultado que deixa tudo em aberto para a segunda mão em Sevilha, quinta-feira que vem. Mas o que ficou desta noite não foi o golaço de calcanhar de Grillitsch, nem o penálti polémico que deu o empate ao Betis. Foi o que aconteceu antes, durante e depois do jogo.

As lesões que mudam a eliminatória — e talvez a época

O SC Braga confirmou esta manhã o pior cenário para Sikou Niakaté. O defesa-central maliano, que caiu sozinho no relvado nos últimos minutos do jogo ao conduzir a bola, sofreu uma rotura completa do tendão de Aquiles direito. Foi operado na tarde de quinta-feira e enfrenta uma paragem de seis a nove meses. Época terminada, e o arranque da próxima temporada também em risco.

Num comunicado oficial publicado no site do clube, o Braga foi directo: "Sikou Niakaté — rotura completa do tendão de Aquiles direito, sujeito a operação cirúrgica. Tempo previsto de paragem entre 6 a 9 meses."

Diego Rodrigues, que saiu logo aos 18 minutos após uma entrada dura de Sofyan Amrabat — o mesmo que assistiu para o golo bracarense momentos antes de ser lesionado — tem diagnóstico menos grave mas igualmente preocupante: sindesmose tibio-peroneal do tornozelo direito, seis semanas de paragem. Só no melhor cenário poderá regressar para a final da Liga Europa em Istambul — se o Braga lá chegar.

A noite deixou assim o treinador Carlos Vicens com o plantel em frangalhos precisamente quando mais precisa de todos os seus recursos para ir a Sevilha em busca da meia-final.

Os adeptos do Betis e o caos na Pedreira

Mas a noite teve mais um episódio que deu que falar — e das piores razões. Imagens que circularam nas redes sociais ao longo de quinta-feira mostram o estado em que os adeptos do Betis deixaram as casas de banho da bancada visitante da Pedreira: torneiras literalmente arrancadas das paredes, instalações completamente destruídas.

O Braga confirmou em comunicado oficial que "se verificaram vários distúrbios nas instalações do SC Braga, nomeadamente casas de banho e sectores de acesso à bancada, os quais foram efetuados pelos adeptos do Real Betis", acrescentando que "todas estas informações foram passadas à UEFA."

Paradoxalmente, foi o Betis quem apresentou queixa à UEFA primeiro — reclamando que os seus adeptos ficaram retidos numa escada "durante uma hora e meia em condições deploráveis" antes de entrar no estádio, situação que classificou de "perigosa e insegura." O clube sevilhano afirmou que os dirigentes da UEFA presentes no jogo "reconheceram as falhas na operação de segurança."

O Braga respondeu ponto por ponto: o atraso começou no Campo da Vinha, o meeting point definido pela própria PSP e pelo Betis; foram encontrados "artefactos pirotécnicos" e bilhetes que "não correspondiam ao nome do portador"; e todos os adeptos visitantes entraram no estádio até aos 15 minutos de jogo.

A UEFA terá agora de decidir quem tem razão. Mas as imagens das torneiras arrancadas vão ser difíceis de ignorar.

A segunda mão disputa-se quinta-feira, dia 16, no Estádio de La Cartuja em Sevilha, às 20h00. O Braga vai com o resultado em aberto, sem Niakaté nem Diego Rodrigues — e com a UEFA a gerir uma queixa de cada lado.

 

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