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Nacional
25/03/25

Henrique Ramos denuncia esquema em casas do FC Porto e faz acusação grave a 'Aleixo'

Henrique Ramos, sócio do FC Porto e testemunha no processo da Operação Pretoriano, voltou esta segunda-feira a depor no Tribunal de São João Novo, no Porto.

Henrique Ramos, sócio do FC Porto e testemunha no processo da Operação Pretoriano, voltou esta segunda-feira a depor no Tribunal de São João Novo, no Porto, onde acusou diretamente Vítor Bruno, conhecido como ‘Aleixo’, de o ter atacado por denunciar alegados atos ilícitos ligados ao funcionamento das casas do clube.

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Na quarta sessão do julgamento, Ramos detalhou os acontecimentos que, segundo afirma, começaram após a sua intervenção na Assembleia Geral (AG) extraordinária de abril de 2023. O associado referiu que foi cuspido e ameaçado de morte por ‘Aleixo’ por estar, alegadamente, a denunciar um “esquema” que beneficiaria membros da claque Super Dragões.

«Atacou porque eu lhe estava a ir à carteira. Quando ele gritou que me ia matar, eu fiquei à espera. Não vim aqui vitimizar-me», disse Ramos em tribunal.

O depoimento surge após, na sessão anterior, a procuradora ter interrompido a audição do sócio dos dragões por possível contradição nas declarações. No entanto, nesta sessão, não foi pedida a extração de certidão.

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Henrique Ramos explicou que, no dia da AG, falou com seguranças e até com o próprio Pinto da Costa. Negou qualquer tentativa de manipulação dos factos ou declarações falsas. Em tribunal, foi ainda alvo de um pedido de desculpas por parte de José Pedro Pereira, um dos arguidos, que admitiu ter agido por impulso, pedindo desculpa pela agressão.

Por outro lado, Ramos isentou de qualquer agressão o ex-oficial de ligação aos adeptos, Fernando Saul, e destacou que Fernando Madureira, líder dos Super Dragões e principal arguido do processo, teve uma postura “dissuasora” durante os confrontos da AG.

O sócio do FC Porto revelou ainda que recebeu uma chamada de André Villas-Boas na madrugada após a AG, intermediada pelo vice-presidente João Borges. A conversa, que terá durado 39 minutos, serviu para o atual presidente dos azuis e brancos elogiar a coragem de Ramos e agradecer a sua postura durante a tumultuosa reunião.

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A Operação Pretoriano conta com 12 arguidos, incluindo Fernando Madureira, único em prisão preventiva, e está centrada em alegados crimes cometidos durante a AG de novembro de 2023. Entre as acusações estão 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física, três de atentado à liberdade de informação, entre outros.

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André Miguel Rodrigues