Durante quase sete anos, Frederico Varandas e as claques do Sporting não se sentaram à mesma mesa. No passado dia 31 de maio, em Alvalade, isso mudou.
A direção do Sporting e os Grupos Organizados de Adeptos reuniram-se a 31 de maio em Alvalade para discutir um novo protocolo de colaboração. É a primeira reaproximação formal desde outubro de 2019, quando Varandas rescindiu todos os acordos com a Juventude Leonina e o Directivo Ultras XXI.
Durante quase sete anos, Frederico Varandas e as claques do Sporting não se sentaram à mesma mesa. No passado dia 31 de maio, em Alvalade, isso mudou.
A direção do Sporting convidou os Grupos Organizados de Adeptos para uma reunião com o objetivo de apresentar um novo protocolo de colaboração entre as duas partes. O encontro teve lugar no Estádio José Alvalade e foi confirmado pelo próprio Directivo Ultras XXI num comunicado público. Ao mesmo tempo, o Record noticia esta tarde que as negociações estão em curso e que um novo protocolo está em discussão.
O conflito entre Varandas e as claques começou a ganhar forma logo no início do seu primeiro mandato e atingiu o ponto de rutura em outubro de 2019, após um episódio violento no Pavilhão João Rocha: o presidente foi obrigado a abandonar o recinto sob escolta policial depois de membros das claques se dirigirem à bancada central para o contestar. Nesse mesmo dia, o Sporting rescindiu todos os protocolos com a Juventude Leonina e o Directivo Ultras XXI, com efeitos imediatos. Os grupos perderam o acesso às instalações, os convites para os jogos e o enquadramento institucional que tinham com o clube.
O que se seguiu foi um período longo de tensão, de assembleias gerais ruidosas, de cânticos a exigir a demissão do presidente e de ausência de qualquer canal formal de comunicação. Varandas sobreviveu às pressões, foi reeleito, e o Sporting conquistou dois títulos de campeão nacional entretanto. A relação com as bancadas ficou marcada por esse fosso.
A reunião de 31 de maio representa a primeira tentativa séria de normalização. O que está em cima da mesa não é ainda um acordo — é a discussão das bases de um possível protocolo. As claques terão apresentado as suas condições, a direção as suas. O caminho é longo, mas o facto de as partes estarem a falar já é, por si só, uma notícia.
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