Há histórias no futebol que a ficção teria dificuldade em inventar. O Torreense na final da Taça de Portugal é uma delas.
A 24 de maio, o Sporting defronta o Torreense na final da Taça de Portugal, no Estádio Nacional. O Torreense, clube da Liga 2 de Torres Vedras, regressa ao Jamor 70 anos depois da única presença, em 1956. Se vencer, garante um lugar na Liga Europa. Uma das histórias mais improváveis do futebol português recente.
Há histórias no futebol que a ficção teria dificuldade em inventar. O Torreense na final da Taça de Portugal é uma delas.
A 24 de maio, um domingo, o Estádio Nacional no Jamor vai receber o Sporting e o Torreense — clube de Torres Vedras, da Liga 2 portuguesa — na final da prova rainha do futebol nacional. É o regresso de uma equipa de divisões inferiores ao jogo mais importante do calendário doméstico, algo que não acontecia desde 2010, quando o Chaves perdeu a final frente ao FC Porto. E para o Torreense em particular, é o regresso a um palco que só tinha pisado uma vez na sua história — em 1955/56, há exatamente 70 anos, quando perdeu a final frente ao FC Porto por 2-0.
O percurso do Torreense até ao Jamor foi construído jornada a jornada, eliminatória a eliminatória, com uma consistência que impressionou quem foi acompanhando. A equipa orientada por Luís Tralhão, que subiu da Liga 3 em 2021/22 e tem escalado metodicamente os escalões do futebol português, eliminou ao longo da competição clubes de dimensão muito superior: começou pelos escalões inferiores, depois despachou a Casa Pia da Primeira Liga e chegou à meia-final onde eliminou o Fafe — outro clube de escalão abaixo — com golos tardios de David Bruno e Stopira.
Do outro lado da eliminatória, o Sporting chegou à final depois de eliminar o FC Porto nas meias-finais, com um resultado agregado de 1-0 — um triunfo que na altura parecia encaminhar os leões para uma final mais confortável. O adversário que os espera no Jamor é tudo menos confortável.
O que torna esta final ainda mais especial é o que está em jogo para o Torreense. Se os oestinos vencerem, garantem automaticamente um lugar na fase de liga da Liga Europa da próxima época — uma conquista que seria transformadora para um clube da dimensão do Torreense, financeira e desportivamente. Uma vitória contra o Sporting no Jamor valeria, literalmente, mais do que qualquer resultado na história do clube.
Para o Sporting, a Taça é a última oportunidade de salvar uma época que começou com ambições de título e que está a terminar com o campeonato perdido e o segundo lugar em risco. Ganhar no Jamor seria a única forma de Rui Borges e os seus jogadores fecharem a época com um troféu na mão — e de transformar uma temporada difícil em algo que a história vai recordar com simpatia.
A grande final está a três semanas. O Jamor espera.
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