O Benfica quer Marco Silva. Marco Silva quer o Benfica. O problema tem nome e número: 2,5 milhões de euros por época.
O Benfica oferece 5 milhões limpos por época a Marco Silva. O Fulham tem 7,5 milhões em cima da mesa, mais contrato até 2030. A diferença é de 2,5 milhões por ano. Jorge Mendes gere as duas situações em simultâneo. O optimismo mantém-se mas ainda há caminho a percorrer.
O Benfica quer Marco Silva. Marco Silva quer o Benfica. O problema tem nome e número: 2,5 milhões de euros por época.
Segundo a A Bola, o Benfica já fez saber que pode chegar aos 5 milhões de euros limpos por época para o treinador. Do outro lado, o Fulham tem em cima da mesa uma proposta de renovação de 7,5 milhões limpos por época, com contrato até 2030 — o dobro do que as águias oferecem e mais 30 milhões no total ao longo de quatro anos. A diferença é considerável e ainda não está resolvida.
Jorge Mendes está a gerir as duas situações em simultâneo. O empresário da Gestifute representa tanto Mourinho como Marco Silva e está a coordenar a saída do Special One para o Real Madrid com a chegada do treinador português ao Benfica. Um acordo informal entre as partes já facilita o entendimento, mas no caso de Marco Silva ainda haverá caminho a percorrer.
O que pesa na decisão do treinador é mais do que o dinheiro. Marco Silva conhece bem os condicionalismos do Benfica neste momento — a ausência de Liga dos Campeões vai limitar o investimento em reforços. Mas tem uma relação próxima com Mário Branco, director desportivo encarnado, com quem trabalhou no Estoril no início da carreira. Está sensibilizado para aceitar o convite. O clube prometeu-lhe um papel decisivo na construção do plantel.
A equipa técnica que acompanharia Marco Silva ao Benfica, composta por Gonçalo Santos, Gonçalo Pedro, Fernando Ferreira e Bruno Mendes, mantém-se à espera de novidades. Gonçalo Santos esteve ontem em Rio Maior a ver o jogo entre o Casa Pia e o Torreense, numa observação de trabalho que sugere que os planos para a próxima época já estão em curso.
O Benfica quer cobrir a diferença salarial com prémios de assinatura e prémios de desempenho. Se Marco Silva aceitar essa lógica, o acordo pode estar mais próximo do que os números fazem parecer. O optimismo prevalece. Mas a decisão ainda não está tomada.