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Nacional
11/06/26 às 20:49

O FC Porto é o grande com menos jogadores no Mundial. E há uma razão para isso.

O FC Porto leva apenas cinco jogadores ao Mundial 2026, menos que Benfica e Sporting. Diogo Costa, Samu, Nehuén Pérez, Deniz Gül e Eustáquio representam os dragões. Uma série de eliminações nos play-offs deixou meio plantel azul e branco de fora da competição.

O FC Porto é o clube grande português com menos jogadores no Mundial 2026. São apenas cinco os dragões em campo na competição que arranca hoje, menos do que os oito do Benfica e os sete do Sporting. E o número, por baixo do que seria de esperar num plantel desta dimensão, tem uma explicação concreta.

Pela seleção portuguesa segue Diogo Costa, guarda-redes titular e uma das figuras de Roberto Martínez. Aos 26 anos, chega ao Mundial no auge e com o estatuto de um dos melhores do mundo na posição, num torneio que vários jornais europeus já apontaram como a grande montra da sua carreira. É o portista de maior peso na competição.

Os outros quatro representam selecções estrangeiras. Samu Aghehowa, melhor marcador dos dragões na última época, foi chamado por Espanha, uma das favoritas ao título. Nehuén Pérez integra a Argentina campeã do mundo, ainda que com a concorrência fortíssima no eixo da defesa a relegá-lo para um papel secundário. Deniz Gül junta-se à Turquia, que carimbou o apuramento no play-off com um triunfo sobre o Kosovo. E Stephen Eustáquio veste a camisola do Canadá, uma das três selecções anfitriãs, garantida na fase final sem passar pela qualificação.

A lista fica por aqui, e fica curta por causa do que aconteceu nos play-offs de março. A Polónia de Bednarek e Kiwior caiu diante da Suécia, num jogo decidido por um golo de Gyökeres a dois minutos do fim. A Dinamarca de Victor Froholdt perdeu nos penáltis com a Chéquia. A Nigéria de Zaidu foi eliminada pela RD Congo, também na marca dos onze metros, num desfecho cruel. E a República Dominicana de Pablo Rosario nunca esteve perto de se apurar. Cinco jogadores do plantel azul e branco ficaram pelo caminho antes de a bola começar a rolar.

Para o FC Porto, o lado positivo é que o desgaste internacional será menor, com mais jogadores disponíveis e descansados para o arranque da pré-época sob o comando técnico. O reverso é simbólico: num Mundial alargado a 48 selecções, em que entrar nunca foi tão acessível, o clube que dominou o futebol português na última época vê-se com a representação mais magra dos três grandes.

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