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Textos Gerais
04/07/26 às 18:07

Ganhou sete títulos em quinze anos. Para ele não chega

André Villas-Boas confessou, no podcast Primeiro Toque, que a ambição de vencer nunca se apaga, mesmo depois de uma carreira de treinador com sete títulos em quinze anos. O presidente do FC Porto revelou ainda o que a presidência lhe tirou de mais pessoal, e os nomes que o inspiram fora do futebol.

André Villas-Boas abriu o coração no podcast Primeiro Toque sobre a transição de treinador para presidente, e deixou uma confissão que resume a fome que ainda o habita. "Sou um animal competitivo e fui enquanto treinador. Tive 15 anos de carreira e ganhei sete títulos. Gostava de ter ganho 15 em 15, mas olho para trás com orgulho do que fiz", admitiu.

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A entrevista percorreu a evolução do seu estilo de liderança. "O treinador que fui em Inglaterra era muito difícil de moldar. Inicialmente, pensei que um líder tinha de ser só um, com os mesmos valores, e que os recetores teriam de se adaptar à minha liderança. Essa foi a grande transformação que tive enquanto líder", explicou, admitindo ter sido "muito mais autoritário" no início da carreira, quando ainda era "treinador-sócio, treinador-adepto" do FC Porto.

Sobre o que perdeu ao trocar o banco pela presidência, Villas-Boas foi directo. "O que a presidência me tirou foi a escrita. Eu adorava escrever, adorava filosofar sobre diferentes matérias. Agora praticamente não leio, o que me faz muito mal", confessou, um contraste curioso com a imagem de gestor duro que tem projectado desde 2024.

O presidente dos dragões revelou ainda as figuras que o fascinam fora do futebol. "Diferentes líderes inspiram-me, sempre fui fascinado por tentar compreender as mentes dos melhores do mundo, Michael Phelps, Michael Jordan, Tiger Woods, Phil Jackson, Pep Guardiola", partilhou.

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A confissão chega numa semana em que Villas-Boas também revelou os números da quase bancarrota que herdou em 2024, 16 milhões de euros por pagar num mês, sem capacidade financeira para o fazer. A ambição competitiva que o define como treinador é, ao que tudo indica, a mesma que aplica agora à gestão do clube.