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Tensão entre Vieira e advogados de Francisco J. Marques em pleno tribunal

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, em conferência de imprensa

Luís Filipe Vieira foi hoje ouvido pela primeira vez na sessão de julgamento do caso da divulgação dos emails do Benfica, tendo-se assistido a um momento de tensão com os advogados de Francisco J. Marques, Júlio Magalhães e Diogo Faria.

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O momento aconteceu quando o ex-presidente do Benfica foi questionado sobre se o clube tinha construído uma rede de poder.

Os incompetentes é que se refugiam nessa ideia. Nunca o FC Porto teve a organização do Benfica nem nunca vai ter. Sei disso com conhecimento“, atirou.

O juiz Nuno Costa foi obrigado a intervir para serenar os ânimos.

Vieira assumiu que teve um princípio de depressão e assumiu-se envergonhado com toda a divulgação pública dos emails.

“Qualquer pessoa entende perfeitamente, que tiveram acesso a todos os emails que estavam lá. Muitos dados, contas bancárias, situações familiares que nos prejudicaram, negócios que tinham. Tive um princípio de depressão, pois sentia-me envergonhado. Tinha orgulho de dizer que o Benfica era o clube com mais credibilidade em Portugal e na Europa, ninguém pensava que o Benfica estivesse organizado daquela forma. Eu era o rosto do Benfica. Fiquei super revoltado“, referiu.

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“Prolongou-se no tempo. Só quem viveu o momento… Ninguém tinha paz em casa. A minha mulher era confrontada na padaria onde ia. Não havia conversa nenhuma sem ser isto, não trabalhávamos, estávamos parados. Só perguntava ‘o que vamos fazer?’ Foi quando decidi entregar este processo a advogados”, acrescentou.

Vieira confessa que não acompanhava os programas do Porto Canal onde os emails eram divulgados, mas que era informado de tudo. O ex-líder das águias revelou o impacto reputacional e financeiro que esta divulgação teve no Benfica. Vieira revelou que o Benfica viu cair um negócio de 79 milhões de euros com um grupo chinês e ainda teve problemas com o patrocinador Emirates.

“Não via o Porto Canal. No dia seguinte, deram-me essa informação e tomei medidas. O Benfica, em termos europeus, é sobejamente idóneo. No passado recente não havia ninguém que não elogiasse o Benfica. Estava, naquela altura, com um grupo chinês; o Benfica ia receber 79 milhões de dólares desse grupo. Tivemos problemas com a Emirates… O Benfica foi altamente lesado na sua própria imagem. Era só o tema de que se falava, não se conseguia trabalhar. Foi de tal ordem desgastante que ninguém pode imaginar. Aquilo era tão desgastante. Foi quando disse que não podíamos continuar a resolver este problema e tínhamos de contratar advogados que tomassem conta do processo”, afirmou.

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Luís Filipe Vieira tentou obter um requerimento para ficar em silêncio no tribunal, mas essa pretensão foi negada pelo juiz Nuno Costa

Mas Vieira não respondeu a tudo. Sobre perguntas concretas relativos aos vários emails divulgados, o antigo presidente do Benfica preferiu não responder para não correr o risco de se autoincriminar. Isto foi autorizado pelo juiz deste processo, uma vez que decorre um outro processo, o Cartão Vermelho.

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