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Diversos
17/05/26 às 23:02

O plano secreto de Rui Borges que salvou o Sporting — e os milhões da Champions

Após o desastre com o Tondela, Rui Borges rejeitou o chicote e apostou na proximidade. Transmitiu confiança extrema ao plantel, apelou ao brio dos jogadores e lançou-lhes uma missão. Três jogos depois vieram três goleadas. O Sporting recuperou o segundo lugar — e os milhões da Champions que pareciam perdidos.

Era 29 de abril, pelas dez da noite. O Sporting tinha estado a vencer por 2-0 o Tondela e consentiu dois golos nos descontos. Alvalade entrou em erupção. O Benfica estava a dois pontos. A Champions parecia estar a escapar. E Rui Borges tinha uma decisão a tomar sobre como gerir um plantel esgotado — sete jogos em abril, com Arsenal, Benfica e FC Porto pelo meio.

A decisão que tomou foi a oposta do que muitos esperavam.

Dois dias após o desastre com o Tondela, Frederico Varandas deu uma prova pública de confiança ao treinador, renovando-lhe o contrato até 2028. E Rui Borges correspondeu com uma estratégia que define o seu perfil: zero confronto, zero chicote, zero pressão adicional sobre um grupo que já estava no limite.

O técnico considerava, naquela fase, que o confronto, a desconfiança e o chicote eram tudo aquilo de que o grupo não merecia nem precisava. Em vez disso, transmitiu ainda maior proximidade aos jogadores, demonstrando confiança extrema no trabalho feito e recordando os momentos mais altos da época — a vitória por 2-1 sobre o PSG, campeão europeu, e a reviravolta épica frente ao Bodø/Glimt, de 0-3 na Noruega para um estrondoso 5-0 em Alvalade.

A missão que lançou ao plantel foi simples e directa: terminar a época com vitórias e provar que os resultados menos conseguidos tinham sido um mero acidente de percurso — fruto do desgaste e não de uma falha de carácter. Rui Borges repetia até à exaustão nas conferências de imprensa que era "positivo". Foi exactamente nesse traço que se apoiou quando mais precisou.

A resposta chegou em três jogos: Vitória de Guimarães 1-5, Rio Ave 1-4 e Gil Vicente 0-3. Três goleadas consecutivas que recuperaram o segundo lugar e garantiram a presença nas pré-eliminatórias da Champions League — com a possibilidade de entrada directa na fase de liga dependente do resultado do Aston Villa na final da Liga Europa em Istambul.

O chicote teria resultado? Impossível saber. O que se sabe é que Rui Borges não o usou — e que o Sporting vai estar na Champions na próxima época.

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