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Rúben Amorim anuncia duas baixas frente ao Arouca e deixa aviso aos jogadores do Sporting

Rúben Amorim explica-se em conferência de imprensa do Sporting

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Arouca, Rúben Amorim falou sobre a gestão da equipa, perante o facto de o Sporting jogar para a semana uma cartada decisiva na luta pelos oitavos de final da Liga dos Campeões.

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O técnico leonino discorda e anunciou duas baixas.

A gestão é feita de acordo com os melhores jogadores que temos para vencer o Arouca. O Morita está fora, não sei por quanto tempo, temos de fazer exames. O Paulinho está fora também, de resto o Neto e o Bragança continuam fora. O Esgaio volta. O St. Juste continua limitado, mas o resto do pessoal está pronto para o jogo“, afirmou.

“Precisamos de estar muito frescos fisicamente pelas caraterísticas do Arouca. Médios muito habilidosos como o David Simão e o Alan Ruiz, e depois têm jogadores na frente que vão causar problemas se não pressionarmos. Não vamos pensar no Eintracht, o nosso objetivo e prioridade é o campeonato e aí estamos atrasados. A energia e frescura física vão ser dois fatores muito importantes para este jogo. Em relação ao sucesso desportivo, é a tal história de que em Portugal fazemos muito com menos, em comparação com outros campeonatos. Treinadores, clubes, formação, departamento, trabalham todos muito bem. No nosso campeonato talvez tenhamos de melhorar em algumas coisas. Em Portugal não há ainda a ideia do investidor, temos de vender. Isso faz parte das caraterísticas dos clubes e do nosso campeonato, mas em termos do que está ligado ao futebol somos bastante profissionais”, acrescentou.

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Amorim espera muitas dificuldades diante dos arouquenses.

“As últimas equipas estão a perder muitos pontos. Há várias equipas a não querer lutar pelo ponto e a querer algo mais. O Arouca é muito perigoso nas transições. Têm avançados muito bons nisso, e depois têm o David Simão. Jogam muito bem com bola, são tranquilos. Quando se libertam da pressão dos pontos jogam melhor, e contra os grandes não têm responsabilidade, têm essa vantagem. Se formos poupar jogadores, não vamos ganhar nem este jogo nem o do Eintracht. Da última vez que tivemos esta sequência, foi quando pecámos contra o Boavista, onde acho que merecíamos mais. O Tottenham, desta vez, teve mais dias de descanso e nem se notou a diferença. A nossa prioridade é ganhar ao Arouca, é uma vitória que dará energia extra para o próximo jogo”, referiu.

Marcus Edwards também foi um tema abordado, nomeadamente ao nível da motivação. O inglês esteve em grande plano diante do Tottenham, mas tem tendência em apagar-se noutros jogos.

O Marcus é o jogador mais explosivo entre linhas e nesses jogos nota-se muito, tem muita capacidade para tirar jogadores da frente. Não é muito regular durante todo o jogo, mas contabilizamos as ações de êxito. No jogo com o Santa Clara, por exemplo, foi ele que teve mais. Esses fatores de desequilíbrio chamam a atenção e saltam muito à vista. É difícil que ninguém repare nas iniciativas individuais que ele tem. [No golo contra o Tottenham] Tem o Paulinho para fazer a tabela mas assume o remate e marca golo. O Marcus tem crescido muito, mesmo fisicamente. Os valores que apresenta são de alguém que tem crescido muito. Jogar com o Tottenham terá sido motivação extra, sim. Uma equipa grande tem de ter uma sequência de vitórias e nós não temos tido. Isso ajuda em tudo. Ganhar em Arouca faz com que os adeptos encarem o próximo jogo de maneira diferente. Não podemos perder mais pontos, principalmente até à paragem do Mundial“, disse.

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A exibição de Nazinho também motivou a curiosidade dos jornalistas, uma vez que esteve ligado a duas grandes oportunidades e ainda ao lance do golo anulado aos spurs. Na resposta justificou o lançamento de Fatawu e Mateus Fernandes.

Faz parte do nosso projeto. Senti que já estávamos com muita dificuldade mesmo quando [os mais jovens] entraram. No Arthur não senti dificuldade, mas no Fatawu e no Nazinho sim. No Fatawu, principalmente táticas. Acho que sem bola se notou bastante. O Matheus Reis perdeu frescura física, o que também não ajudou o Nazinho. Foi a qualidade do Tottenham e o cansaço da nossa equipa. Vendo o jogo depois, acho que o Mateus Fernandes foi à luta, foi desinibido, teve bola, mas acho que foi um problema mais global. Perguntaram-me no fim do jogo se foi a nossa melhor primeira parte, e vendo o jogo outra vez acho que não. Podemos fazer melhor. Foi algo de equipa e não dos miúdos. O Tottenham carregou mais no fim, e se calhar os miúdos não conseguiram ajudar tanto como outros jogadores mais batidos ajudariam. O Nazinho aparece isolado depois de uma jogada entre o Porro e o Arthur, mas temos de olhar para o global“, disse.

Por último, Amorim abordou o mercado de janeiro.

Ainda não pensámos nisso, mas a ideia é não ir ao mercado, até pelas razões que já disse. Temos de fazer contas aos jogadores mediante as competições onde estivermos, faremos essa avaliação mais para a frente. Se não ganharmos ao Arouca volta a turbulência. Depois temos um jogo que conta para outra competição, e se não conseguirmos o apuramento ainda torna tudo pior. Temos de nos focar apenas no Arouca. Ganhando ao Arouca fica tudo mais fácil para vencer o último jogo do grupo. Ainda vamos jogar contra toda a gente, vamos ter sempre uma palavra a dizer no título. Enquanto for possível, lutamos por todos os jogos e títulos”, concluiu.

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