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Roger Schmidt dá a receita para o Benfica vencer o PSG: “Temos de ser irrepreensíveis”

Roger Schmidt em conferência de imprensa do Benfica

Na conferência de imprensa de antevisão para o jogo com o PSG, a contar para a Liga dos Campeões, Roger Schmidt foi questionado sobre a importância do meio-campo para a difícil partida de amanhã.

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No entanto, Schmidt dá a receita para levar de vencida os parisienses.

O meio-campo faz parte do jogo mas precisamos de ter um jogo equilibrado amanhã. Vamos jogar contra uma equipa com muita qualidade individual mas estão a jogar bem como equipa esta época. Precisamos de tudo, de todo um arsenal táctico, temos de os provocar na defesa, de os pressionar. No ataque temos de controlar o jogo com boa posse de bola. Temos de demonstrar a nossa qualidade com posse de bola. Pensamos que vai ser um jogo muito duro, mas estamos preparados e desejosos que chegue. São este tipo de jogos queremos jogar quando se joga a Liga dos Campeões. Temos duas vitorias em dois jogos na Champions. Estamos confiantes e também sabemos que poderemos passar para a fase a eliminar. Jogando em casa na fase de grupos há sempre uma boa oportunidade de melhorar a posição no grupo”, afirmou.

O técnico encarnado considera que o jogo com o V. Guimarães não é motivo para repensar a estratégia para esta partida.

“É um jogo novo. É diferente, não dá para comparar, cada jogo é um jogo. Não estivemos no nosso melhor frente ao V. Guimarães, especialmente no que toca à criatividade e à criação de oportunidades. Por outro lado, também defendemos bem. O adversário não teve uma única oportunidade para marcar e isso é algo positivo, que se pode retirar com o jogo. Amanhã é um jogo diferente. São uma equipa atacante e vão tentar jogar lá à frente. Será um jogo com mais espaço e mais intensidade, com ritmo elevado. Não dá para comparar os dois jogos”, referiu.

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O tridente ofensivo composto por Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar é, para Schmidt, motivo para o Benfica se adaptar aos múltiplos recursos ofensivos que os três têm à sua disposição.

Penso que é preciso adaptarmo-nos ao adversário, especialmente quando se joga com uma equipa com tanta qualidade individual no ataque. Eles também se entreajudam e apoiam. O objetivo não é ter mais jogadores na defesa, temos de jogar de forma mais tática. Temos de ser irrepreensíveis e a nível tático e aproveitar os momentos de 1 para 1 com espaço, temos de defender bem no 1vs1. Temos de ser muito bons em termos de equilíbrio tático. Precisamos de jogadores à volta da bola para se apoiarem. Isso para mim é uma das chaves. Temos de nos ajustar mas também temos de acreditar em nós. Esta temporada já demonstrámos que sabemos jogar futebol ofensivo mas também conseguimos ter uma defesa segura, não temos sofridos muitos golos. Os adversários não criaram muitas oportunidades para marcar. Amanhã, se calhar, vai ser diferente. Se calhar vão criar mais ocasiões. Têm um bom guarda-redes mas podemos contar com a nossa qualidade técnica e tática”, disse.

Ainda assim, o treinador das águias não considera esta partida decisiva.

Amanhã não é um jogo decisivo. Não é amanhã que nos vamos classificar para a fase seguinte. Temos apenas duas vitórias. Faltam quatro jogos, estamos numa posição muito boa mas é difícil passar à fase a eliminar porque todos os nossos adversários são equipas muito boas, amanhã não é diferente. O PSG é o 3.º jogo, ganhámos os dois primeiros. Tal como disse, quando se joga em casa, é uma oportunidade de conseguir um bom resultado. É nisso que estamos concentrados. Queremos usar todos os jogos para demonstrar que merecemos continuar a jogar a Champions depois do Natal. É o nosso objetivo. É claro que é difícil, mas os jogos seguintes também vão ser. Vamos batalhar até ao fim. Cada jogo é uma oportunidade de ganhar mais uma vantagem e é isso que vamos fazer”, frisou.

Schmidt considera que o mais importante será a parte mental e por isso garante que os jogadores estarão motivados.

Claro que a parte mental, a motivação, é muito importante. Penso que não é preciso motivá-los para amanhã, automotivam-se. Penso que amanhã terão mais um espaçozinho para motivação adicional. Temos de aproveitar este extra para estarmos na máximo em termos táticos, para influenciarmos positivamente o jogo. Temos de jogar o jogo no máximo a nível táctica. Só a motivação não chega. Precisamos de todos os recursos amanhã, também dos nossos adeptos no estádio para nos sentirmos ligados aos adeptos. Os adeptos vão sentir vontade de jogar pelos adeptos e querer trazer os 3 pontos. Vamos jogar contra uma das maiores equipas do futebol mundial e num jogo só tudo pode acontecer. É por isso que o futebol é tao interessante e amanhã vamos tentar demonstrar isso mesmo”, referiu.

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Por último teceu rasgados elogios a Enzo Fernández.

Desde que ele chegou no 1º dia, logo na pré-época, treinou uma vez com a equipa e jogou logo no primeiro amigável. Mostrou-se logo, sem quaisquer problemas. É um futebolista muito completo, é muito bom na sua posição, tem bom posicionamento em campo, é muito criativo a jogar para a frente. É muito novo mas consegue pautar os ritmos do jogo. Sem bola, sabe ler o jogo e sabe recuperar os jogos. É um jogador jovem mas muito completo. A continuar assim, tem um futuro extraordinário no Benfica“, concluiu.

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