Nacional

Adão Mendes explica em tribunal situação dos padres e das missas no caso dos emails

Adão Mendes, antigo observador da Federação e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional

Na sessão de julgamento relativo à divulgação dos mails do Benfica, Adão Mendes reconheceu que utilizava a expressão missa para se referir a jogos e a expressão padres para se referir a jogos.

Quando comecei como árbitro recebia as convocatórias, que no final diziam que era confidencial até ao dia do jogo. Ou seja, nem aos meus fiscais de linha podia dizer onde íamos no fim de semana. Estava a referir-me a jogos de futebol. Os padres eram os árbitros e as missas eram os jogos. Ora, era injusto os fiscais de linha não saberem para onde é que iam e eu tinha que lhes dizer, apesar de ser confidencial. Então começou a haver esse código entre os árbitros. Por exemplo, perguntavam: domingo onde é que vais à missa? Às vezes perguntavam: sabes quem é o padre que vai fazer a missa a Braga. Em 1990 ainda se falava assim. Tenho muito respeito pelos padres, até vou à missa quase todos os dias”, afirmou em tribunal ao ser questionado pelos advogados de Francisco J. Marques e Júlio Magalhães.

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O antigo observador da Federação e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional foi ainda questionado sobre os seus conhecimentos sobre o árbitro Manuel Mota e um processo em que este estava envolvido.

Muitas vezes os árbitros recebem a decisão e só passado 4 ou 5 dias é que chegam à Comunicação Social. É natural, sendo o Manuel Mota da minha zona, que se falasse disso: olha o Mota ganhou o processo“, referiu.

Adão Mendes foi ainda confrontado com o facto de, num dos emails enviado a Pedro Guerra, ter solicitado para que as conversas fossem todas apagadas.

Talvez por ingenuidade porque sei que isso não vale nada. O senhor Pedro Guerra com certeza não pensou: ‘este gajo é burro, não serve de nada apagar os emails’“, atirou.

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Adão Mendes foi também questionado se Manuel Mota era adepto do Benfica, ao que respondeu: “Acho que não, já se enganou várias vezes contra o Benfica“. “Então se fosse do Benfica não se enganava?“, insistiu Nuno Brandão, advogado de J. Marques. “Acho que nenhum árbitro se engana por ser adepto de um clube ou de outro“, respondeu.

Já sobre a sua preferência clubística, Adão Mendes assegura que não é adepto do Benfica.

Sou adepto do V. Guimarães. Até uma vez o Francisco J. Marques fez-me uma entrevista e eu disse que gostava tanto do V. Guimarães como do SC Braga mas também da Académica“, concluiu.

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