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06/01/26 às 09:53

O ano em que os limites voltaram a cair: os 13 recordes mundiais que marcaram o atletismo em 2025

O atletismo mundial voltou a viver um ano de excepção em 2025, ainda que com menos recordes batidos do que em 2024, temporada marcada pelos Jogos Olímpicos de Paris.

Foram, no total, 13 recordes do mundo homologados, um número que confirma que, mesmo fora de um ciclo olímpico, a modalidade continua a evoluir a um ritmo impressionante. Mais do que os números, 2025 ficará na memória pela diversidade de disciplinas, pela repetição de feitos extraordinários… e por algumas tardes verdadeiramente históricas.

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O grande nome do ano foi, sem discussão, Armand Duplantis. O sueco voltou a fazer do salto com vara um espectáculo próprio, batendo o recorde mundial por quatro vezes ao longo da temporada. Sempre centímetro a centímetro, como quem escreve uma obra com paciência cirúrgica, Duplantis elevou a fasquia até aos 6,30 metros, alcançados no Mundial de Tóquio, a 15 de Setembro. Um valor que parecia ficção há poucos anos e que hoje é realidade graças a um atleta que redefine os limites da disciplina.

Mas 2025 não foi apenas o ano de Duplantis. Houve um dia em Eugene que ficará gravado na história do atletismo feminino. Numa tarde de Julho, com apenas alguns minutos de intervalo, duas barreiras históricas caíram. Beatrice Chebet tornou-se a primeira mulher a correr os 5.000 metros abaixo dos 14 minutos, fixando o novo máximo mundial em 12.58,06. Pouco depois, Faith Kipyegon, que já tinha quebrado a fronteira dos 3m50s nos 1.500 metros em 2024, voltou a surpreender, baixando ainda mais o seu próprio recorde para 3.48,68. Dois momentos históricos, no mesmo estádio, no mesmo dia.

No sector masculino, 2025 ficou também marcado pelo domínio em pista coberta de Jakob Ingebrigtsen, que bateu os recordes do mundo dos 1.500 metros e da milha indoor na mesma jornada, em Lievin. Já Grant Fisher assinou uma sequência impressionante nos 3.000 e 5.000 metros em pista coberta, consolidando-se como uma das grandes figuras da nova geração.

Fora do estádio, os recordes também caíram. Jacob Kiplimo pulverizou o recorde mundial da meia maratona em Barcelona, enquanto Tigist Assefa escreveu história ao estabelecer a melhor marca de sempre numa maratona exclusivamente feminina, em Londres. Destaque ainda para o lançamento do disco, onde Mykolas Alekna voltou a elevar uma disciplina tradicionalmente dominada por marcas intocáveis.

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Menos recordes do que em 2024, é verdade, mas talvez mais simbólicos. Em 2025, o atletismo mostrou que não vive apenas de ciclos olímpicos. Vive de talento, ambição e de atletas dispostos a desafiar aquilo que parecia definitivo.