Andreas Schjelderup, avançado norueguês do Benfica, está envolvido numa polémica judicial que poderá ter consequências sérias para a sua carreira e para o futuro na seleção da Noruega. O jogador, de 21 anos, admitiu ter cometido um crime de índole sexual na temporada 2023/24, quando tinha 19 anos e representava o Nordsjaelland, clube dinamarquês ao qual estava emprestado.
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Segundo o jornal norueguês Nettavisen, Schjelderup será julgado no próximo dia 19 de novembro, no Tribunal Municipal de Copenhaga, entre as 13h15 e as 14h00 locais (12h15-13h00 em Portugal Continental). O processo deverá durar cerca de 45 minutos e, de acordo com as informações mais recentes, o jogador receberá uma pena suspensa.
A situação, contudo, poderá ter implicações diretas na sua participação no Mundial-2026, a disputar nos Estados Unidos, Canadá e México, uma vez que a existência de antecedentes criminais pode dificultar a obtenção de visto de entrada nos EUA.
O advogado dinamarquês Martin Dahlgaard, diretor do escritório USA Denmark Law, explicou à publicação VG os possíveis obstáculos que Schjelderup poderá enfrentar.
“Temos casos como este o tempo todo. Ter antecedentes criminais complica as coisas. Neste caso, existem dois cenários diferentes: ele já pode ter um visto para os EUA. Se assim for, só é preciso declarar o histórico criminal no momento da solicitação. Não é necessário apresentá-lo posteriormente à embaixada norte-americana se ele já tiver o visto, mas é obrigatório apresentá-lo na fronteira, caso seja solicitado.”
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Dahlgaard acrescentou que a situação se complica se o jogador ainda não tiver o visto norte-americano.
“Nesse caso, deve relatar isso à embaixada norte-americana em Oslo. E aí eles devem considerar se o ocorrido se enquadra no conceito de imoralidade grave. Acho que é o caso aqui, com base no que li sobre isso. O funcionário da embaixada não pode exercer discrição. Para ele ou ela, é tudo preto no branco e não podem avaliar as evidências do caso.”
Ainda segundo o advogado, mesmo que não se trate de um crime grave, a lei norte-americana é rígida nestes casos, embora existam exceções.
“A embaixada pode recomendar uma isenção. Isso precisa ser feito pelo Departamento de Segurança Interna em Washington, D.C. E eles podem usar de discricionariedade. Podem dizer: ‘Este é um atleta e ele vai jogar no Campeonato do Mundo’. O único problema é que isso pode levar muito tempo. Já vi casos em que demorou mais de um ano. Quando se trata do Mundial, é possível que o processo seja mais rápido. Mas nunca se sabe. A decisão final fica completamente a cargo de outras pessoas. Está fora do seu controlo.”
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Com a Noruega a três pontos de garantir a qualificação para o Mundial, a polémica surge num momento sensível para o jovem jogador, que enfrenta agora um julgamento delicado e um futuro incerto, tanto a nível judicial como desportivo.
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