A fazer dupla com o austríaco Lucas Miedler, o tenista português confirmou o excelente momento de forma ao vencer os britânicos Julian Cash e Lloyd Glasspool, primeiros cabeças de série da prova.
O ténis português começou o ano da melhor forma, com Francisco Cabral a conquistar, este domingo, a final de pares masculinos do torneio ATP 250 de Brisbane, na Austrália.
A fazer dupla com o austríaco Lucas Miedler, o tenista português confirmou o excelente momento de forma ao vencer os britânicos Julian Cash e Lloyd Glasspool, primeiros cabeças de série da prova.
A final, disputada num ambiente competitivo e exigente, teve a duração de uma hora e 23 minutos e foi resolvida apenas no super tie-break decisivo. Os terceiros cabeças de série do torneio acabaram por impor-se com os parciais de 3-6, 6-3 e 10-8, num encontro marcado por constantes oscilações de domínio e por uma elevada qualidade técnica de ambas as duplas.
O primeiro set começou de forma desfavorável para a parceria luso-austríaca. Cash e Glasspool entraram mais sólidos, conseguiram a quebra de serviço e chegaram a assumir o controlo do parcial. No entanto, Francisco Cabral e Lucas Miedler responderam com personalidade, recuperaram a desvantagem e conseguiram virar o rumo do set, fechando-o com eficácia nos momentos decisivos.
No segundo parcial, foram os britânicos a ajustar a estratégia. Mais agressivos na resposta ao serviço e consistentes junto à rede, conseguiram nova vantagem inicial e, desta vez, não a desperdiçaram, levando a decisão do título para o terceiro set, disputado no formato de super tie-break, habitual na variante de pares.
Aí, a experiência e a frieza de Cabral e Miedler acabaram por fazer a diferença. Num desempate jogado ponto a ponto, a dupla mostrou maior solidez emocional e fechou o encontro em 10-8, garantindo mais um troféu ATP para a sua já impressionante coleção conjunta.
Este triunfo em Brisbane vem confirmar um ano de grande sucesso para a dupla, que encerrou a temporada de 2025 com chave de ouro. Francisco Cabral e Lucas Miedler conquistaram, ao longo do ano, três títulos ATP — em Gstaad, Hangzhou e Atenas — depois de terem formado parceria pela primeira vez em abril. Uma evolução consistente que coloca o português cada vez mais perto da elite mundial do ténis de pares.