Daniel Bragança voltou, este sábado, a pisar um relvado ao serviço da equipa principal do Sporting, selando um dos regressos mais aguardados e emotivos da temporada em Alvalade.
Foram necessários quase doze meses de espera, trabalho silencioso e muita resiliência, mas o momento acabou por chegar.
Daniel Bragança voltou, este sábado, a pisar um relvado ao serviço da equipa principal do Sporting, selando um dos regressos mais aguardados e emotivos da temporada em Alvalade.
O relógio marcava o minuto 66 quando o médio entrou em campo, rendendo Luís Guilherme, numa dupla substituição que envolveu ainda a saída de Vagiannidis para a entrada de Ricardo Mangas. Assim que Daniel Bragança se preparou para entrar, as bancadas levantaram-se quase em uníssono, oferecendo-lhe uma ovação prolongada, carregada de significado. Um aplauso que não foi apenas para o jogador, mas para o percurso de recuperação que teve início a 15 de Fevereiro de 2025, data em que sofreu uma grave lesão num joelho.
O momento ganhou ainda maior simbolismo quando Gonçalo Inácio lhe entregou a braçadeira de capitão, um gesto simples, mas poderoso, que sublinhou o estatuto e o respeito que Daniel Bragança mantém dentro do balneário leonino. Não era apenas um regresso competitivo: era o reconhecimento de um líder que, mesmo afastado dos relvados durante largos meses, nunca deixou de ser uma referência no grupo.
A lesão sofrida em Fevereiro de 2025 obrigou o médio a uma longa paragem, marcada por cirurgia, meses de fisioterapia e um processo de recuperação exigente, tanto do ponto de vista físico como psicológico. Ao longo desse período, Daniel Bragança manteve sempre uma postura discreta, focada no trabalho diário, longe dos holofotes, mas nunca escondendo o desejo de voltar a vestir a camisola verde e branca.
O regresso à competição surge numa fase importante da temporada para o Sporting, que entra na recta decisiva com ambições claras no campeonato. A reintegração de um jogador com a inteligência táctica, qualidade técnica e capacidade de liderança de Daniel Bragança oferece a Rúben Amorim uma solução adicional para o meio-campo, ao mesmo tempo que acrescenta experiência e equilíbrio ao colectivo.
Mais do que os minutos disputados, o que ficou deste momento foi a carga emocional. A reacção de Alvalade deixou claro que os adeptos não esqueceram o médio formado em Alcochete e que acompanham, com particular carinho, este regresso após um dos períodos mais difíceis da sua carreira. Um ano depois, Daniel Bragança voltou a jogar. E, para muitos, foi como se nunca tivesse saído.