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Nacional
20/02/26 às 13:27

Benfica abre inquérito interno após gestos racistas nas bancadas frente ao Real Madrid

O Benfica abriu um processo de averiguação interno depois de terem circulado nas redes sociais imagens de dois adeptos a imitarem gestos de macaco na direcção de Vinícius Júnior. Os encarnados já identificaram os envolvidos e colaboram com a UEFA na investigação.

O jogo entre SL Benfica e Real Madrid CF, da primeira mão do playoff da Liga dos Campeões, continua a ter desenvolvimentos fora das quatro linhas. Depois da polémica em torno do alegado insulto racista de Gianluca Prestianni a Vinícius Júnior, surgiram imagens nas redes sociais que mostram dois adeptos encarnados a imitarem gestos de macaco na direcção do jogador brasileiro.

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Segundo foi apurado, o Benfica abriu de imediato um processo de averiguação interno assim que as imagens começaram a circular. O clube já terá identificado os dois jovens envolvidos, avançando com os procedimentos internos previstos nestas situações.

Os comportamentos registados nas bancadas vieram agravar um ambiente já tenso após o episódio ocorrido no relvado, no qual Vinícius Júnior alertou o árbitro para alegadas ofensas racistas. O encontro terminou com vitória do Real Madrid por 1-0, resultado que deixa os merengues em vantagem na eliminatória.

Tanto o Benfica como o Real Madrid já anunciaram total colaboração com a UEFA na investigação aos incidentes registados durante a partida. A entidade que tutela o futebol europeu está a analisar todos os elementos disponíveis, incluindo imagens televisivas e relatórios oficiais.

Vinícius Júnior foi, recorde-se, o autor do único golo da partida no Estádio da Luz. A decisão da eliminatória será tomada na próxima terça-feira, no Santiago Bernabéu.

Nesse encontro, o Benfica não poderá contar com José Mourinho no banco de suplentes, depois de o treinador ter sido expulso nos instantes finais da primeira mão por protestos dirigidos ao árbitro francês François Letexier.

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O caso volta a colocar o foco na necessidade de erradicar comportamentos racistas dos estádios, num momento em que as autoridades desportivas europeias mantêm tolerância zero relativamente a episódios dessa natureza.