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Nacional
17/01/26 às 09:38

Rio Ave-Benfica: águia voa em busca dos ‘Arcos’ da redenção

Depois de uma das semanas mais turbulentas da época, o Benfica regressa ao campeonato com uma missão clara: vencer, convencer e tentar reencontrar estabilidade emocional e competitiva.

A deslocação ao Estádio dos Arcos, em Vila do Conde, para defrontar o Rio Ave, este sábado, a partir das 20h30, surge como um verdadeiro teste de resistência para uma equipa ferida, mas ainda viva na luta pelos seus objectivos internos.

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A eliminação da Taça da Liga, diante do Sporting de Braga (1-3), seguida da saída precoce da Taça de Portugal, após derrota no clássico com o FC Porto (1-0), deixou marcas evidentes no universo encarnado. De repente, à margem da Liga dos Campeões, a I Liga passou a ser a única competição doméstica em disputa, o que torna cada jornada num exercício de sobrevivência. À entrada para a segunda volta, o Benfica ocupa o terceiro lugar da classificação, a dez pontos do líder FC Porto e a seis do Sporting, ainda que os leões tenham mais um jogo realizado.

Este contexto faz com que a margem de erro seja praticamente inexistente. Qualquer deslize adicional poderá comprometer de forma séria as aspirações ao título, obrigando os encarnados a entrarem em campo com um sentido de urgência pouco habitual para esta fase da temporada. O problema é que o adversário não costuma ser simpático.

Nos últimos anos, o Rio Ave tem-se revelado um oponente particularmente incómodo para o Benfica. Desde 2024, as duas equipas defrontaram-se por quatro vezes, com duas vitórias encarnadas (5-0 e 2-3) e dois empates, ambos a uma bola. A memória mais recente é especialmente dolorosa para os adeptos da Luz: na jornada inaugural do actual campeonato, os vila-condenses foram à Luz arrancar um empate tardio, graças a um golo de André Luiz, avançado que, curiosamente, está agora no radar da direcção liderada por Rui Costa como possível reforço para o ataque.

Do lado do Rio Ave, o momento também não é particularmente tranquilo. A equipa orientada pelo treinador grego Sotiris Sylaidopoulos soma apenas uma vitória nos últimos quatro encontros — o mais recente frente ao Casa Pia (3-1) — e continua a olhar com atenção para a zona de despromoção. A necessidade de pontuar é evidente e o factor casa poderá ser determinante para equilibrar forças frente a um adversário teoricamente superior.

Em conferência de antevisão, Sylaidopoulos afastou a ideia de que o Benfica chegue fragilizado do ponto de vista psicológico. “Em clubes grandes, com este tipo de jogadores e de treinadores, eles sabem como gerir a situação e transformar essa energia em motivação”, afirmou, garantindo que a sua equipa terá de ser “corajosa, focada e emocionalmente equilibrada” durante os 90 minutos. O técnico destacou ainda o bom momento de André Luiz, mostrando-se confiante numa nova boa exibição do avançado.

Já José Mourinho, treinador do Benfica, procurou transformar a frustração recente em discurso mobilizador. “A moral é alta pela confiança que retirámos de um jogo muito bem conseguido, com excepção do resultado”, referiu, sublinhando a exigência do calendário e a necessidade de manter o foco no campeonato. Sobre o adversário, deixou elogios claros: “O Rio Ave é uma equipa difícil, física, experiente, que normalmente defende com um bloco baixo e sai com perigo no contra-ataque.”

No capítulo das ausências, o Benfica continua a lidar com várias limitações, entre elas a de Richard Ríos, que Mourinho confirmou estar fora não só deste jogo, mas também dos compromissos mais imediatos frente a Juventus e Estrela da Amadora. Do lado do Rio Ave, Bakoulas e Omar Richards são baixas confirmadas.

O encontro terá arbitragem de Cláudio Pereira, da Associação de Futebol de Aveiro, auxiliado por Tiago Costa e João Bessa Silva, com Fábio Melo como quarto árbitro e Pedro Ferreira no VAR.

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Num palco onde o Benfica já tropeçou recentemente, a visita aos Arcos assume contornos decisivos. Para os encarnados, não se trata apenas de somar três pontos, mas de provar que ainda há fôlego, crença e capacidade de resposta numa época que ameaça fugir do controlo.