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Nacional
04/02/26 às 09:15

Um fica pelo caminho: as contas apertadas do FC Porto para a Liga Europa

O FC Porto fechou o mercado de transferências de inverno com a sensação de missão cumprida no que diz respeito ao reforço do plantel, mas a realidade europeia veio introduzir um problema inesperado — e inevitável.

Os regulamentos da UEFA permitem apenas a inscrição de três novos jogadores após o fecho da janela, o que obriga Francesco Farioli a deixar um dos reforços de inverno fora da lista para a Liga Europa. Uma decisão ingrata, mas obrigatória, numa altura em que os dragões entram na fase decisiva da temporada 2025/26.

A janela fechou… mas o mercado não. Os dossiers que ainda agitam Dragão, Alvalade e Luz

Ao todo, o clube azul e branco apresentou quatro caras novas em Janeiro: Thiago Silva, Oskar Pietuszewski, Terem Moffi e Seko Fofana. Todos chegaram para colmatar necessidades identificadas pela estrutura técnica, mas apenas três poderão integrar a lista europeia. Segundo avança o jornal O Jogo, a escolha terá de ser formalizada até quinta-feira, 5 de Fevereiro, e tudo indica que o sacrificado será o jovem polaco Oskar Pietuszewski.

A decisão ganha contornos ainda mais delicados tendo em conta o impacto imediato do jogador. Contratado ao Jagiellonia Bialystok por uma verba que pode chegar aos dez milhões de euros, Pietuszewski foi o segundo reforço de inverno a ser apresentado, logo a 7 de Janeiro, e não demorou a justificar a aposta. Onze dias depois da chegada, saltou do banco no Estádio D. Afonso Henriques e conquistou a grande penalidade convertida por Alan Varela, garantindo um triunfo precioso frente ao Vitória SC.

Apesar desse momento decisivo, os números do avançado mostram uma utilização ainda controlada: 51 minutos distribuídos por três jogos — Vitória SC, Gil Vicente e Casa Pia. Num plantel com várias soluções para as posições ofensivas, o estatuto de investimento de futuro poderá pesar contra a sua inscrição imediata na competição europeia.

Quem parece ter lugar assegurado é Thiago Silva. O experiente defesa-central chegou ao Dragão a custo zero, após terminar contrato com o Fluminense, e rapidamente “pegou de estaca” na equipa. Farioli lançou-o como titular em quatro encontros de alto grau de exigência — Benfica, Vitória SC, Gil Vicente e Casa Pia — demonstrando confiança total na sua capacidade para liderar o sector defensivo. Mesmo com um autogolo no último desses jogos, o saldo global da sua integração é claramente positivo.

Mais incerto é o cenário para Seko Fofana e Terem Moffi. Ambos chegaram já na reta final do defeso e ainda aguardam pela primeira oportunidade oficial com a camisola azul e branca. Essa estreia poderá acontecer já na próxima segunda-feira, no Clássico frente ao Sporting, um palco de enorme visibilidade que pode influenciar, directa ou indirectamente, a decisão final sobre a lista europeia.

Enquanto Farioli faz contas e pondera equilíbrios entre presente e futuro, o FC Porto observa também o horizonte da Liga Europa com atenção. Os dragões garantiram apuramento directo para os oitavos de final, ao terminarem a fase de liga no quinto lugar, com 17 pontos somados em 24 possíveis. Um registo sólido, igualado apenas por Real Betis, Sporting de Braga e Friburgo, que permite encarar a próxima fase com alguma ambição.

O adversário sairá de um dos dois duelos do playoff: Ludogorets frente ao Ferencváros ou Celtic contra Estugarda. A primeira mão desses confrontos está marcada para 19 de Fevereiro, a segunda para dia 26, com o sorteio dos oitavos a realizar-se logo a 27. Até lá, o FC Porto terá de fechar a porta a um dos seus reforços — não por falta de qualidade, mas por força dos regulamentos.

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Num plantel cada vez mais competitivo, esta escolha mostra que, por vezes, reforçar bem também significa saber quem fica a ver… mesmo quando merece jogar.