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Nacional
20/01/26 às 10:11

Sporting aponta a um feito histórico em Alvalade que valida a ambição europeia

O Sporting entra em campo esta noite com a possibilidade de escrever uma nova página na sua história europeia.

Frente ao Paris Saint-Germain, os leões não lutam apenas por pontos na fase de liga da UEFA Champions League, mas também por um recorde que confirmaria, de forma inequívoca, o cumprimento do objectivo base definido no início da temporada: competir, crescer e continuar em prova.

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Com três vitórias em três jogos disputados em Alvalade nesta edição da Liga dos Campeões, o Sporting igualou já o seu melhor registo caseiro numa só época na competição. No entanto, uma eventual vitória frente ao colosso francês permitiria aos verdes e brancos alcançar algo nunca antes conseguido: quatro triunfos consecutivos em casa na Champions, um feito inédito mesmo se considerada a sequência entre diferentes temporadas. Até aqui, o máximo tinha sido atingido por duas vezes, entre 2007/08 e 2008/09 e novamente entre 2014/15 e 2015/16.

Para lá do simbolismo desportivo, o encontro tem também um peso financeiro significativo. Um triunfo diante do PSG garante 2,1 milhões de euros de prémio imediato à SAD leonina, valor a que se junta mais um milhão pela presença assegurada no play-off da competição. Num contexto de exigência financeira e competitiva, estes números reforçam a importância estratégica de cada jogo nesta fase da prova.

Com dez pontos somados, o Sporting entra na jornada ainda com a possibilidade matemática de sonhar mais alto. Um lugar entre os oito primeiros, que garantiria o apuramento directo para os oitavos-de-final, não está fora de alcance. Ainda assim, no discurso interno, não há espaço para euforias ou contas antecipadas. Rui Borges mantém-se fiel a uma abordagem pragmática e focada no imediato. “Olho muito jogo a jogo, não faço contas antecipadas”, frisou o treinador, deixando claro que toda a atenção está centrada no duelo com o PSG.

O técnico leonino reforçou ainda a ambição competitiva do grupo, sublinhando a vontade de medir forças com os melhores e provar maturidade em todos os momentos do jogo. Para Rui Borges, mais do que o impacto classificativo, uma vitória serviria para confirmar a evolução colectiva da equipa, tanto no plano ofensivo como defensivo, frente a um adversário de topo europeu.

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Questionado sobre o efeito que um resultado positivo poderia ter no resto da época, o treinador foi peremptório: a motivação já existe. O exemplo recente frente ao Casa Pia serviu, segundo explicou, para mostrar a coesão e a fibra do grupo. “Estamos cá uns para os outros. Se há coisa que não preciso é motivá-los”, concluiu, confiante de que Alvalade voltará a ser palco de uma noite europeia à altura da história do clube.