O encontro particular entre Espanha e Egito (0-0), disputado na Catalunha — onde a seleção espanhola regressou 18 anos depois — ficou profundamente manchado por episódios de intolerância nas bancadas.
O empate entre Espanha e Egito ficou marcado por cânticos islamofóbicos nas bancadas, gerando indignação e impacto visível em Lamine Yamal.
O encontro particular entre Espanha e Egito (0-0), disputado na Catalunha — onde a seleção espanhola regressou 18 anos depois — ficou profundamente manchado por episódios de intolerância nas bancadas.
Durante o jogo, foram entoados cânticos islamofóbicos que rapidamente geraram polémica e indignação, tendo impacto directo no ambiente do estádio e nos próprios jogadores.
Cânticos geram revolta
Cerca de dez minutos após o início da partida, ouviu-se nas bancadas o cântico “Quem não salta é muçulmano”, que voltou a repetir-se no início da segunda parte.
A situação provocou reacções imediatas, com parte do público a vaiar o comportamento e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) a condenar formalmente os acontecimentos.
Apesar disso, o impacto negativo já se fazia sentir dentro de campo.
Yamal visivelmente afetado
Um dos jogadores mais afectados foi Lamine Yamal. O jovem extremo, que professa a religião muçulmana, mostrou sinais evidentes de desconforto.
Ao ser substituído ao intervalo, o jogador do Barcelona recolheu aos balneários cabisbaixo, num momento que espelhou o ambiente pesado que se vivia no estádio.
Reacções institucionais e políticas
A polémica ultrapassou rapidamente o contexto desportivo. Berni Álvarez, conselheiro do Desporto da Generalitat da Catalunha, manifestou “profunda indignação” perante o sucedido.
O responsável apontou mesmo responsabilidades a grupos organizados, referindo que os cânticos terão sido promovidos por elementos ligados à extrema-direita.
“O mundo do futebol está a tornar-se um nicho para grupos de ultradireita e um veículo para discursos de ódio. Isto tem de parar”, afirmou.
Selecionador condena comportamento
Também o selecionador espanhol, Luis De La Fuente, foi contundente na reação, deixando uma mensagem clara de repúdio.
“Total e absoluto repúdio perante o mais pequeno ato racista ou xenófobo. É intolerável. Estes indivíduos devem ser afastados da sociedade”, declarou.
O jogo terminou empatado, mas o resultado ficou claramente em segundo plano perante um episódio que volta a levantar preocupações sobre racismo e intolerância no futebol europeu.