Cristiano Ronaldo foi o porta-voz da Seleção Nacional na antevisão ao encontro com a República da Irlanda, partida que pode garantir a Portugal o apuramento direto para o Mundial 2026.
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Confiante e bem-disposto, o capitão luso destacou a importância do jogo e a força da equipa, sem fugir a temas como o futuro, a longevidade da carreira e até a hipótese de atingir o mítico golo mil.
Sobre o desafio em Dublin, o avançado começou por sublinhar a dificuldade da partida e o valor do adversário:
“Sempre difícil, os jogos fora são sempre complicados, a Irlanda ainda pode continuar a sonhar. A equipa está preparada, uma vitória garante o apuramento, estamos confiantes.”
Questionado sobre a estratégia a adotar, Ronaldo garantiu que Portugal manterá o plano habitual e que está preparado para um duelo intenso:
“Vai ser o mesmo, é tentar, tentar, tentar. Não vão fazer um jogo diferente do que fizeram em Lisboa e temos de estar preparados. Com a nossa qualidade, com os nossos jogadores, os nossos conceitos, é tentar ganhar. Não acredito que vão pressionar Portugal lá em cima. Vai ser o mesmo jogo. Têm os adeptos com eles, é uma mais-valia, vão estar mais entusiasmados, temos de estar preparados, sabemos como são estas equipas britânicas, vai ser uma batalha.”
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O capitão português não escondeu a motivação por poder disputar mais uma fase final de um Mundial.
“É sempre especial, espero ganhar amanhã e daqui a nove meses estar bem e poder jogar mais uma fase final.”
Perante uma questão sobre a hipótese de marcar o milésimo golo na final do Campeonato do Mundo, Ronaldo respondeu com humor:
“Andas a ver muitos filmes. Isso era demasiado perfeito. Voltando à realidade, todos esses dados deixam-me feliz. Uma seleção e uma equipa não dependem de um jogador, mas ajuda ter um que possa fazer a diferença com golos. São dados interessantes. Do Mundial, o que foi dito já sabem, não vou repetir. Gosto de marcar golos, é a minha posição também. Quero jogar este Mundial, se não, não estava aqui. Se esse filme se realizasse... acabava a carreira em grande, se fosse preciso.”
Sobre o tema da reforma, Cristiano preferiu centrar-se no momento atual e no objetivo coletivo:
“O que eu já disse foi dito. Vocês são inteligentes e sabem o mundo do futebol, não vale a pena ser repetitivo. Não vale a pena tirar o foco do principal, hoje é pensar em amanhã, Portugal está cá para ganhar e participar mais uma fase final. É importante para o país, para muitos jogadores nossos, para mim também. O resto não é relevante. Se calhar falarei mais para a frente. É desfrutar o momento.”
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O jogador do Al Nassr explicou ainda a forma como tem conseguido manter-se no topo durante mais de duas décadas:
“Marcar golos é a coisa mais difícil no futebol. Acho que fui inteligente em poder adaptar-me ao futebol atual, às condições físicas, mentais, aos contextos dos clubes, da seleção, das ligas. O jogador inteligente adapta-se. Pensei assim, penso assim e vou continuar até acabar. Tens de te adaptar. O futebol não é igual há cinco, 10 anos, um ano atrás. Perdi e ganhei algumas coisas, faz parte da vida. O que faz a diferença é o coco, se estás preparado para as adversidades e chegar mais longe.”
Ronaldo deixou também elogios aos adeptos irlandeses, embora sem esconder o objetivo de vencer:
“Gostei dos adeptos aqui, apoiam muito a equipa nacional. É um prazer voltar a jogar aqui. Vou tentar ser um bom rapaz amanhã, mas tenho de fazer o meu trabalho para ganhar o jogo.”
Questionado sobre a arbitragem e as tentativas de pressão do adversário, o capitão foi direto:
“O selecionador irlandês sabe como meter pressão e tirar aos jogadores. Vão procurar coisas à volta do jogo, é normal. Temos de estar preparados.”
Por fim, Cristiano Ronaldo recordou com carinho o seu antigo colega de equipa e agora selecionador irlandês, John O’Shea:
“Jogámos muitos anos juntos, tenho uma boa relação com ele, não só com ele, mas com outros irlandeses.”
Com serenidade e ambição, o capitão da Seleção Nacional mostrou-se totalmente focado no objetivo de garantir o apuramento para o nono Mundial da história de Portugal — e, quem sabe, participar pela sexta vez na maior competição de seleções do planeta.
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