Foi precisamente neste último patamar que Rúben Neves voltou a colocar o seu nome, ao marcar um impressionante golo de canto direto ao serviço do Al Hilal, na jornada 19 da liga saudita.
Há golos bonitos, há golos memoráveis e depois há aqueles que parecem desafiar a lógica do jogo.
Foi precisamente neste último patamar que Rúben Neves voltou a colocar o seu nome, ao marcar um impressionante golo de canto direto ao serviço do Al Hilal, na jornada 19 da liga saudita.
O momento aconteceu logo aos oito minutos do encontro frente ao Al Qadisiya. Como é habitual, Rúben Neves dirigiu-se para a bandeirola para cobrar o pontapé de canto. Tudo apontava para mais um cruzamento tenso para a área, mas o médio português tinha outros planos. A bola saiu do seu pé direito com uma trajetória perfeita, começou a fechar de forma quase hipnótica e acabou por trair por completo o guarda-redes adversário, entrando diretamente na baliza.
Um golo olímpico no sentido mais puro do termo, daqueles que fazem o público levantar-se instintivamente e que prometem rodar o mundo nas redes sociais e nos resumos televisivos. O estádio demorou alguns segundos a reagir, como se fosse necessário confirmar que aquilo tinha mesmo acontecido. Quando a ficha caiu, o aplauso foi unânime.
Este lance é mais um capítulo numa carreira já recheada de momentos de classe superior. Rúben Neves construiu a sua reputação internacional com golos de longa distância e execuções técnicas irrepreensíveis, mas marcar diretamente de canto continua a ser um feito raro, mesmo ao mais alto nível. Ainda mais raro é fazê-lo com tamanha naturalidade, como se fosse algo ensaiado vezes sem conta.
Na Saudi Pro League, o internacional português tem sido uma das figuras centrais do Al Hilal, não apenas pela qualidade técnica, mas também pela liderança e inteligência tática que imprime ao jogo da equipa. Este golo serviu para adiantar cedo o conjunto de Riade e reforçou o domínio de uma equipa que continua firme na luta pelos primeiros lugares.
Nas redes sociais, o vídeo do lance espalhou-se rapidamente, com adeptos de várias partes do mundo a sublinhar a genialidade do gesto técnico. Muitos lembraram que Neves sempre foi um especialista em remates improváveis, mas poucos esperariam vê-lo acrescentar um golo olímpico ao seu já vasto portefólio.
Mais do que um simples golo, foi um momento de arte futebolística. Um daqueles instantes que lembram porque certos jogadores são capazes de elevar o jogo a outro nível — mesmo quando tudo parece indicar que será apenas mais um canto sem história.