O relatório do árbitro Fábio Veríssimo sobre o polémico encontro entre o FC Porto e o SC Braga (2-1), da 10.ª jornada da I Liga, descreve vários episódios considerados anómalos e intimidatórios, que o juiz entende como pressões do clube portista sobre a equipa de arbitragem.
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O documento, entregue ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), revela comportamentos insólitos no interior do balneário dos árbitros e até um incidente técnico com o sistema VAR.
De acordo com o relatório, durante o intervalo do jogo, a televisão instalada no balneário da equipa de arbitragem exibia de forma contínua o lance do golo anulado ao FC Porto, criando um ambiente que o árbitro classificou como estranho e constrangedor.
“Durante todo o intervalo, a televisão do balneário da equipa de arbitragem exibia apenas o golo anulado à equipa A, dos 31.37 min aos 32.08 min, de forma repetitiva (em loop)”, descreve Fábio Veríssimo.
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O juiz da Associação de Futebol de Leiria acrescenta que, no final da partida, a situação se repetiu quando os árbitros regressaram ao balneário.
“No final do jogo, a mesma televisão, aquando da entrada da equipa de arbitragem no balneário, estava a exibir o programa do Porto Canal e, inesperadamente, voltou a exibir o lance relatado anteriormente de forma repetitiva (em loop)”, pode ler-se no documento.
Veríssimo relata ainda que não foi possível desligar o aparelho, nem através do comando nem dos botões da televisão:
“O comando da televisão não permitia desligar a mesma, os botões da televisão não funcionavam, não permitindo desbloquear a mesma.”
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O árbitro revela também que, cerca de 45 minutos após o final do encontro, surgiram novas imagens no ecrã, desta vez de um jogo das camadas jovens entre o FC Porto e o Benfica, arbitrado pelo próprio.
“Cerca de 45 minutos após o final do jogo, foi colocado na mesma televisão imagens de um jogo das camadas jovens entre o FC Porto e o Benfica, por mim arbitrado.”
Além destes episódios, o relatório justifica o atraso no início da segunda parte do jogo, que se verificou em relação ao tempo regulamentar.
“Após o regresso do intervalo e já com as três equipas prontas para reiniciar o jogo, o mesmo começou com 45 segundos de atraso.”
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Fábio Veríssimo explicou ainda a causa técnica do atraso, relacionada com o sistema de vídeoarbitragem.
“A causa deveu-se à falta de energia no sistema VAR, uma vez que o mesmo foi desligado na tomada durante o intervalo, o que levou a que toda a energia da UPS fosse utilizada. Para reiniciar o mesmo, foi necessário voltar a ligar a tomada. Esta informação foi reportada pelo técnico VAR presente.”
O documento entregue à FPF detalha, assim, situações incomuns e perturbadoras ocorridas durante e após o jogo, que o árbitro entende como tentativas de pressão sobre a sua equipa, acrescentando mais um capítulo à crescente polémica em torno da arbitragem no futebol português.
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