Anatoliy Trubin foi o herói improvável do apuramento das águias para o play-off da Liga dos Campeões, ao marcar um golo decisivo frente ao Real Madrid, num final de jogo que ficará gravado na memória dos adeptos encarnados.
O Benfica viveu uma noite europeia absolutamente inesquecível e um dos rostos desse feito continua, dias depois, a tentar perceber a dimensão do que aconteceu.
Anatoliy Trubin foi o herói improvável do apuramento das águias para o play-off da Liga dos Campeões, ao marcar um golo decisivo frente ao Real Madrid, num final de jogo que ficará gravado na memória dos adeptos encarnados.
O guarda-redes ucraniano, de apenas 24 anos, assumiu que ainda não conseguiu assimilar totalmente o momento. Em entrevista ao canal ucraniano TSN, confessou já ter visto o lance dezenas — ou mesmo centenas — de vezes, numa tentativa de compreender melhor aquilo que viveu. Para Trubin, tratou-se de uma experiência completamente nova, não apenas por ser o primeiro golo da carreira, mas por ter acontecido num palco tão especial como a Liga dos Campeões.
O camisola 1 do Benfica recordou os instantes finais do encontro, numa altura em que os encarnados sabiam que só dependiam de si próprios. Com todos os outros jogos já terminados, era preciso marcar, custasse o que custasse. A ordem partiu do banco e Trubin não hesitou: avançou para a área adversária e acabou por escrever uma das páginas mais improváveis da história recente do clube.
Segundo o guarda-redes, tudo aconteceu de forma quase irreal. A decisão foi tomada no último momento, num contexto de enorme pressão, mas o desfecho foi perfeito. O golo não só garantiu o acesso ao play-off como permitiu ao Benfica reencontrar precisamente o Real Madrid na luta por um lugar nos oitavos-de-final da competição.
No regresso aos treinos, já no Seixal, o episódio continuou a ser tema central entre jogadores e equipa técnica. Trubin revelou que colegas e treinadores ainda reagiam com incredulidade, muitos deles a rir, tal como o próprio. O impacto do momento também se fez sentir fora de Portugal, sobretudo na Ucrânia, onde o golo gerou uma onda de reacções nas redes sociais, com vídeos, memes e publicações a multiplicarem-se rapidamente.
Apesar da euforia, Trubin fez questão de sublinhar que não esquece a realidade dura que o seu país continua a viver. Reconheceu que a situação na Ucrânia é muito mais difícil do que qualquer alegria futebolística e apelou à importância de não deixar cair o tema no esquecimento. O guarda-redes destacou ainda que, dentro do balneário, sobretudo entre os treinadores, há uma preocupação genuína em saber como estão as coisas no seu país de origem.
Entre emoção, orgulho e consciência social, Trubin vive um momento único na carreira, mas mantém os pés bem assentes na terra, mesmo depois de um golo que já entrou directamente para a história europeia do Benfica.