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31/03/26 às 13:33

Cheiro “tóxico” no Dragão Arena? Caso aquece e já chegou ao Governo

Os incidentes no FC Porto-Sporting de andebol continuam a gerar controvérsia, com processos disciplinares em curso e o Sporting a pedir audiência ao Governo.

O clássico de andebol entre FC Porto e Sporting, disputado no Dragão Arena, está longe de ficar encerrado dentro das quatro linhas. Dias depois da vitória leonina por 30-33, o jogo continua envolto em polémica, com vários desenvolvimentos em curso e muitas questões ainda por esclarecer.

O Conselho de Disciplina já abriu um processo para apurar responsabilidades, enquanto o Sporting confirmou ter solicitado uma audiência à ministra Margarida Balseiro Lopes, numa tentativa de levar o caso para uma dimensão institucional mais ampla.

Processo disciplinar já está em andamento

A Federação de Andebol de Portugal (FAP) avançou com uma participação formal junto do Conselho de Disciplina, que irá agora analisar todos os elementos disponíveis.

O organismo pretende ouvir os intervenientes, recolher relatórios e reunir provas antes de tomar qualquer decisão, um processo que deverá demorar pelo menos um mês. Ainda assim, importa sublinhar que a intervenção terá sempre natureza disciplinar.

No pior cenário para o FC Porto, caso se confirmem eventuais irregularidades, as consequências poderão passar por multas e, numa situação extrema, pela interdição do Dragão Arena.

Cheiro suspeito atrasou o jogo

No centro da polémica está um episódio insólito ocorrido antes do início da partida. O jogo, considerado de elevado risco, começou com cerca de 20 minutos de atraso, após elementos do Sporting denunciarem um odor considerado “intoxicante” e “adormecedor” no balneário.

O treinador Ricardo Costa e o jogador Christhian Moga necessitaram mesmo de assistência médica, não tendo participado no encontro. A presença do cheiro foi confirmada pelos delegados ao jogo, que, ainda assim, decidiram que estavam reunidas condições para a realização da partida.

Sporting venceu… mas não formalizou protesto

Apesar das circunstâncias, o Sporting optou por disputar o encontro sob protesto, mas acabou por não formalizar essa posição posteriormente.

Os leões dispunham de três dias úteis para oficializar o protesto, algo que, ao que tudo indica, não deverá acontecer. Uma eventual formalização poderia levar à repetição do jogo, cenário pouco desejável para a equipa de Alvalade, que saiu vencedora e deu um passo importante rumo ao tricampeonato.

FC Porto rejeita acusações

Perante as acusações, o FC Porto reagiu de forma firme, rejeitando qualquer responsabilidade nos incidentes.

Em comunicado, os dragões classificaram as alegações como “graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento”, negando qualquer envolvimento em situações que pudessem ter prejudicado o adversário.

Sporting mantém silêncio sobre próximos passos

Apesar do pedido de audiência à ministra, o Sporting ainda não esclareceu que outras medidas pretende adoptar.

Não é conhecido se o clube avançará com uma participação disciplinar, uma queixa-crime ou mesmo uma exposição à Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).

Entretanto, Ricardo Costa foi o único a reagir publicamente, ainda que sem abordar diretamente a polémica. Numa mensagem nas redes sociais, o técnico destacou a resiliência da equipa e apontou já ao próximo desafio europeu frente ao Wisla Plock.

Com vários pontos por esclarecer e decisões ainda por tomar, o caso promete continuar a marcar a actualidade do andebol português nas próximas semanas.

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