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Nacional
07/01/26 às 09:21

Uma noite de contrariedades em Alvalade não muda a ambição: Rui Borges promete Sporting na luta até ao fim

A derrota do Sporting frente ao Vitória de Guimarães (1-2), nas meias-finais da Allianz Cup, foi mais do que um simples resultado negativo.

Em Alvalade viveu-se uma noite de frustração acumulada, marcada por lesões, reviravolta nos descontos e a sensação de que tudo parece acontecer à equipa verde e branca. Ainda assim, no final do encontro, Rui Borges apresentou-se como líder de balneário, assumindo as dores do momento mas deixando uma mensagem clara: o Sporting não abdica de lutar pelos títulos que ainda estão em disputa.

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O treinador leonino não escondeu o peso emocional do que se passou em campo, sobretudo pela sucessão de contrariedades físicas que continuam a afectar o plantel. “É algo que até parece de estudo”, confessou, numa análise pouco habitual, reconhecendo que, pela primeira vez, sente que o cenário começa também a pesar psicologicamente nos jogadores. Apesar disso, fez questão de afastar qualquer tentação de desculpabilização. Para Rui Borges, a explicação do resultado está no jogo jogado: o Sporting teve oportunidades para fazer o 2-0, não o conseguiu e permitiu que o adversário acreditasse até ao fim — algo que o Vitória soube aproveitar com frieza nos minutos finais.

A eliminação da Taça da Liga surge num curto espaço de tempo em que os leões vêem também aumentar para sete pontos a distância para o líder do campeonato, o FC Porto. Questionado sobre o impacto destes resultados na confiança da equipa e na pressão sobre o grupo de trabalho, Rui Borges foi peremptório: no Sporting, a pressão é constante e não depende apenas dos resultados. “A pressão é sermos melhores e ganharmos”, afirmou, sublinhando que ainda falta uma segunda volta inteira e que só uma campanha superior à da primeira metade da época permitirá reentrar na luta pelos grandes objectivos.

Um dos temas inevitáveis da noite voltou a ser o número de jogadores indisponíveis. O treinador fez questão de distinguir situações traumáticas de lesões musculares, afastando qualquer leitura alarmista sobre o processo interno. Mais do que estatísticas, Rui Borges falou de tristeza pessoal por sair de Alvalade com mais dois jogadores em dúvida para o próximo compromisso, reconhecendo o impacto directo que isso tem na gestão do grupo.

Perante este cenário, a questão do mercado de Inverno surgiu naturalmente. Rui Borges foi claro ao defender uma abordagem ponderada, lembrando que o Sporting também vive da formação e que recorrer à Academia é uma realidade assumida. Reforçar apenas por acumulação de lesões seria, no seu entender, um erro de planeamento que poderia criar problemas a médio prazo. Se for necessário apostar nos jovens, será feito, tal como aconteceu noutras fases da época passada.

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Quanto aos adeptos, o técnico leonino mostrou compreensão perante eventuais sinais de desconfiança. Num clube habituado a discutir títulos, a insatisfação é vista como natural. Ainda assim, deixou uma promessa que resume o espírito com que o Sporting encara o que resta da temporada: lutar pelo campeonato e pela Taça de Portugal até ao fim, mantendo foco, concentração e ambição, mesmo num contexto que continua a testar a resistência emocional e física do plantel.