A seleção italiana prepara-se para uma autêntica revolução interna após confirmar a ausência no Mundial 2026 — a terceira consecutiva, um cenário impensável para uma das maiores potências do futebol mundial.
A eliminação da Itália do Mundial 2026 deverá ditar a saída de Gennaro Gattuso, com Conte e Allegri apontados como principais candidatos ao cargo.
A seleção italiana prepara-se para uma autêntica revolução interna após confirmar a ausência no Mundial 2026 — a terceira consecutiva, um cenário impensável para uma das maiores potências do futebol mundial.
Segundo informações avançadas por Gianluca Di Marzio, Gennaro Gattuso está de saída do comando técnico da Squadra Azzurra, num desfecho que surge como consequência directa de mais um falhanço histórico.
Fim de ciclo para Gattuso
A continuidade de Gattuso tornou-se insustentável após a não qualificação, e a saída do treinador deverá ser formalizada nos próximos dias. A decisão insere-se num processo mais amplo de reestruturação que promete abalar profundamente a estrutura do futebol italiano.
Este novo fracasso em fases de qualificação levanta sérias questões sobre o modelo desportivo e organizativo da seleção, aumentando a pressão para mudanças imediatas.
Conte e Allegri na linha da frente
Com o lugar prestes a ficar vago, dois nomes fortes surgem como principais candidatos à sucessão: Antonio Conte e Massimiliano Allegri.
Ambos são treinadores experientes e com provas dadas no futebol italiano, sendo vistos como figuras capazes de liderar um novo ciclo na seleção.
No entanto, a chegada de qualquer um deles não será imediata. Conte encontra-se actualmente ao serviço do Nápoles, enquanto Allegri está no segundo ano de um projecto a longo prazo no AC Milan. Assim, qualquer decisão poderá ficar dependente do final da temporada.
Mudanças vão além do banco
A crise não se limita ao comando técnico. De acordo com a mesma fonte, também o presidente da Federação Italiana, Gabriele Gravina, deverá abandonar funções nos próximos dias.
A saída poderá estender-se ainda a Gianluigi Buffon, actual Team Manager da seleção, numa limpeza estrutural que reflecte a gravidade do momento vivido.
Um gigante em queda
A ausência no terceiro Mundial consecutivo é um golpe duríssimo para a imagem e credibilidade do futebol italiano. Uma seleção com quatro títulos mundiais vê-se agora afastada das maiores montras internacionais, num ciclo negativo sem precedentes na sua história recente.
O próximo seleccionador terá, por isso, uma missão exigente: reconstruir uma identidade competitiva e devolver a Itália ao lugar que historicamente ocupa no futebol mundial.
Com decisões iminentes e um futuro incerto, os próximos meses serão determinantes para perceber se a Itália conseguirá inverter um dos períodos mais difíceis da sua história.