O clube neerlandês foi claro: não há interesse em negociar o médio de 22 anos durante o inverno.
O Benfica tentou avançar para a contratação de Stije Resink, mas encontrou resistência imediata por parte do Groningen, que não está disposto a abdicar do seu capitão nesta janela de mercado.
O clube neerlandês foi claro: não há interesse em negociar o médio de 22 anos durante o inverno.
De acordo com o jornal Dagblad van het Noorden, o contacto partiu diretamente de Mário Branco, diretor-geral para o futebol das águias, que telefonou esta segunda-feira a Frank van Mosselveld, responsável máximo do Groningen. A resposta foi inequívoca e deixou o dossiê, para já, encerrado.
“Fomos contactados sobre o Resink, mas não foi feita qualquer oferta, por isso não há nada de concreto. Deixei claro que não queremos vender o nosso capitão neste mercado de inverno”, afirmou van Mosselveld, citado pela imprensa neerlandesa. O dirigente sublinhou ainda que, apesar de reconhecer o interesse que o jogador desperta, a posição do clube é firme: “Da forma como as coisas estão neste momento, Resink continuará a ser jogador do Groningen”.
O médio sente-se confortável no clube onde cumpre a segunda temporada, mas não esconde a ambição de dar um passo em frente na carreira. Já no último verão, Resink esteve perto de sair, mas o Groningen travou a transferência para o Clube Brugge, situação que se repete agora com o interesse do Benfica. O dirigente neerlandês reconhece essas ambições, mas mantém-se inflexível quanto ao timing de uma eventual saída.
“Compreendo que o Stije tenha ambições para a carreira, mas não queremos perdê-lo neste inverno. Não acho que faça sentido deixá-lo falar com outros clubes”, explicou van Mosselveld, reforçando que, até ao momento, nem sequer foi apresentada qualquer proposta formal que justificasse a abertura de negociações.
A estratégia do Groningen passa por segurar o capitão até ao final da época, altura em que o cenário poderá mudar. No verão, a cláusula de rescisão de Stije Resink estará fixada nos 6 milhões de euros, valor que poderá tornar o médio mais acessível a clubes com maior poder financeiro. “É claro que o Stije está a evoluir de forma excelente e é lógico que ele acabará por dar o próximo passo. Mas o inverno é uma má altura para uma transferência. O verão será mais lógico”, concluiu o dirigente.
Para o Benfica, este é mais um sinal das dificuldades do mercado de janeiro, sobretudo quando se trata de jogadores nucleares nos seus clubes. O nome de Resink permanece referenciado, mas qualquer avanço significativo fica agora remetido para o final da temporada.