José Mourinho fez este domingo a antevisão ao encontro frente ao Gil Vicente, relativo à 24.ª jornada da I Liga, mas acabou também por abordar um dos episódios mais comentados após a eliminação europeia frente ao Real Madrid.
José Mourinho comentou o pedido de camisola de Sidny Cabral a Vinícius Júnior e considerou-o “evitável”, embora não criticável. O técnico do Benfica revelou ainda como acompanhou o jogo no Bernabéu fora do banco.
José Mourinho fez este domingo a antevisão ao encontro frente ao Gil Vicente, relativo à 24.ª jornada da I Liga, mas acabou também por abordar um dos episódios mais comentados após a eliminação europeia frente ao Real Madrid.
No final da partida no Santiago Bernabéu, Sidny Cabral foi visto a pedir a camisola a Vinícius Júnior, gesto que gerou reações entre adeptos. Confrontado com o tema, o treinador encarnado optou por uma posição equilibrada.
“Não acho que seja criticável, mas acho que era evitável”, afirmou Mourinho. O técnico explicou que considera o pedido de camisola uma prática normal, sobretudo em jogos grandes e perante jogadores admirados pelos colegas de profissão. “Vejo apenas que seja criticável em função do que aconteceu durante a semana”, acrescentou, numa referência implícita ao ambiente tenso que envolveu a eliminatória.
Mourinho foi ainda questionado sobre o facto de não ter estado no banco no jogo em Madrid, devido a castigo. O treinador admitiu que viveu o momento com frustração, mas garantiu confiança total na equipa técnica.
“Foi frustrante, mas sabia que tinha uma equipa preparada. Vi o jogo no autocarro, com toda a tecnologia e quatro ecrãs à minha disposição. O que me faltou foi toda a adrenalina do jogo”, revelou.
O foco, contudo, está agora na I Liga. Eliminado da Liga dos Campeões e fora das restantes competições internas, o Benfica encara o campeonato como a última oportunidade para salvar a temporada em termos de títulos.
A deslocação a Barcelos surge num momento crucial. Com a equipa no terceiro lugar, atrás de FC Porto e Sporting, cada ponto assume peso determinante na luta pelo 39.º título.
Mourinho procurou recentrar o discurso na competição interna, numa altura em que o ambiente em torno do clube continua marcado pela eliminação europeia e pelos episódios paralelos que a envolveram.
Em campo, o Benfica terá de transformar a frustração em resposta competitiva. Fora dele, as palavras do treinador mostram uma tentativa clara de gerir o contexto mediático e proteger o grupo.