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Nacional
13/10/25 às 17:39

Roberto Martínez reage às críticas contra a Seleção Nacional

Selecionador nacional confiante na qualificação já esta terça-feira, mas alerta para dificuldades contra um adversário bem organizado.

Roberto Martínez projetou esta segunda-feira o encontro de Portugal com a Hungria, em Alvalade, que pode garantir desde já a qualificação para o Mundial 2026

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Em conferência de imprensa, o selecionador nacional destacou o foco do grupo, a importância de manter a calma e elogiou a resiliência da equipa frente à Irlanda.

O aspeto emocional é importante em todos os jogos, mas o grupo está calmo, focado e a trabalhar muito bem. Queremos aproveitar a oportunidade para ganhar o jogo e fechar o apuramento com os nossos adeptos, que ajudam muito no aspeto mental do jogo”, afirmou o técnico.

Apesar da vitória apenas no último minuto frente aos irlandeses, Martínez elogiou a resposta da Seleção: “Sem posse de bola, fomos exemplares. A Irlanda não teve um remate enquadrado, nem um canto. O desempenho foi muito bom, faltou apenas marcar cedo. O golo da vitória não foi de sorte, foi uma jogada à Portugal: controlar, manter a bola, um cruzamento incrível do Trincão e a chegada de segunda linha do Rúben Neves. Foi um golo merecido”.

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O selecionador recusou a ideia de que os golos da equipa estejam dependentes dos atletas que jogam na Arábia Saudita: “O golo é a consequência do bom jogo, não do jogador individual. O importante é a atitude e o compromisso, não onde os jogadores jogam”.

Quanto ao estilo ofensivo, garantiu que Portugal mantém números de topo: “A nossa média de golos é de uma das maiores seleções do Mundo. Marcamos quase três golos por jogo. Precisamos de valorizar o que fazemos com bola ao detalhe, muito mais objetivamente: chegadas ao último terço, golos esperados... aspetos que mostrem o que somos, uma equipa de ataque. Não é um problema de marcar golos, a Hungria jogou contra Alemanha e Países Baixos, em casa, e em 180 minutos não sofreram um golo de bola corrida. Nós marcamos dois de bola corrida e uma grande penalidade. Precisamos de avaliar os jogos bem, não é o mesmo marcar de bola corrida ou bola parada. No último terço criamos oportunidades ao nível das melhores seleções do Mundo. Fizemos isso contra Alemanha e Espanha. Durante o Euro-2024, o jogo contra a França, foi o primeiro que jogamos olhos nos olhos contra todas as seleções do Mundo. A equipa ataca bem, quando há um bloco baixo, só demora até marcar o primeiro golo. Gosto de ver o que vocês (jornalistas) escrevem depois dos jogos, contra a Arménia ganhámos 5-0 e era um rival muito fraco. Mas ganharam à Irlanda. Depois quando nós ganhámos à Irlanda no último minuto é porque não conseguimos marcar golos. Precisamos de desfrutar, temos uma seleção que joga futebol muito e bem, jogadores com um compromisso incrível, vamos desfrutar disso. Se ganhar 5-0 a um adversário fraco é normal e se não ganharmos 5-0 é porque não jogamos bem, é um discurso que não é correto”.

Martínez também rejeitou a ideia de ser apenas um “treinador com sorte”: “Treze vitórias na fase de apuramento para Europeu e Mundial, que nunca foi feito, será sorte? O que a seleção consegue é fruto do trabalho, compromisso e dedicação dos jogadores”.

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Sobre as críticas, pediu equilíbrio: “Isso faz parte, gostaria que as críticas fossem informadas. Quando há críticas bem informadas, com base em estatísticas, podem falar à vontade. O foco é desfrutar mais da seleção em vez de procurar o que não fazemos bem. Não há equipas perfeitas. Os jogadores merecem mais respeito. O resto, faz parte. A crítica e as ideias fazem parte, subjetivamente todas as pessoas têm uma opinião, a seleção é de todos. Não vejo um problema nisso”.

O técnico deixou ainda elogios individuais, colocando Vitinha no topo mundial: “Para mim, o Vitinha é o melhor médio do mundo. O João Neves, com um perfil diferente, também é um dos melhores. Pelas estatísticas, o Vitinha foi o melhor médio da Liga dos Campeões da época passada”.

Em relação à Hungria, sublinhou a qualidade de Szoboszlai: “Não só tem uma grande qualidade técnica, como também de decisão. É um aspeto-chave porque a Hungria é muito forte em bolas paradas”.

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Sobre o onze, admitiu alterações: “Costumamos fazer duas ou três trocas no segundo jogo do estágio. O João Félix vai treinar esta tarde, todos os jogadores estão preparados, mas tivemos de dispensar o Rafael Leão e o Gonçalo Inácio”.

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