Ricardo Sá Pinto abordou a situação política e social no Irão, país onde treinou o Esteghlal até fevereiro, e afirmou não estar surpreendido com o conflito que atualmente envolve o regime iraniano.
Ricardo Sá Pinto comentou o atual conflito no Irão e recordou episódios de repressão violenta durante a sua passagem pelo país. O treinador português admite regressar no futuro, mas apenas se houver uma mudança de regime.
Ricardo Sá Pinto abordou a situação política e social no Irão, país onde treinou o Esteghlal até fevereiro, e afirmou não estar surpreendido com o conflito que atualmente envolve o regime iraniano.
Em declarações à RTP, o treinador português recordou os momentos difíceis que testemunhou enquanto trabalhou no país, sublinhando a resposta violenta das autoridades a manifestações populares. “Foram dias a matarem crianças”, afirmou, referindo-se à repressão de protestos que, segundo o técnico, eram pacíficos.
Sá Pinto explicou que esses episódios marcaram profundamente a sua experiência no Irão e ajudaram a moldar a sua perceção sobre a realidade política do país. Para o treinador, os acontecimentos recentes acabam por refletir um contexto de tensão que já existia durante a sua passagem pelo futebol iraniano.
Experiência marcante no futebol iraniano
O técnico português orientou o Esteghlal, um dos clubes mais populares do Irão, até fevereiro deste ano. Durante esse período, teve contacto direto com o ambiente social e político vivido no país, algo que agora recorda com preocupação.
Apesar das dificuldades e do cenário que descreveu, Sá Pinto não fecha completamente a porta a um eventual regresso ao futebol iraniano. Contudo, estabelece uma condição clara: uma mudança no regime político.
Regresso apenas com novas condições
“Voltaria ao Irão, mas apenas com uma mudança de regime”, afirmou o treinador, deixando claro que a decisão dependeria de transformações profundas no contexto político e social do país.
As declarações surgem num momento em que a situação no Médio Oriente continua a gerar grande atenção internacional, com vários episódios de tensão e confrontos armados.
Sá Pinto, conhecido pela frontalidade com que aborda os temas fora das quatro linhas, voltou assim a partilhar a sua visão sobre uma realidade que conheceu de perto durante a sua carreira.