Um desempenho de luxo que reforça o estatuto do internacional português como uma das principais referências técnicas do campeonato saudita.
Rúben Neves voltou a provar que o pé direito continua afinado para momentos especiais. O médio português foi a grande figura da vitória clara do Al Hilal frente ao Al Hazem (3-0), numa tarde que teve direito a assistência, golaço e aplausos prolongados nas bancadas.
Um desempenho de luxo que reforça o estatuto do internacional português como uma das principais referências técnicas do campeonato saudita.
O encontro ficou praticamente resolvido ainda na primeira parte, muito por culpa da influência de Rúben Neves no jogo. Aos 29 minutos, o médio luso mostrou visão e critério ao servir Sergej Milinković-Savić, que abriu o marcador para o Al Hilal. Um passe tenso e preciso, a rasgar a organização defensiva adversária, a demonstrar que o antigo capitão do Wolverhampton continua a ser um pensador do jogo, mesmo quando actua em ritmos mais pausados.
Mas o momento que verdadeiramente incendiou o estádio surgiu pouco depois. Rúben Neves decidiu fazer aquilo que melhor sabe: arriscar de longe. Ainda fora da área, sem oposição directa, o português disparou um remate em arco absolutamente indefensável, que entrou junto ao ângulo da baliza defendida por Bruno Varela. Um verdadeiro foguete, daqueles que dispensam explicações e obrigam apenas a levantar-se da cadeira.
O guarda-redes português nada pôde fazer perante a precisão e a potência do remate, num lance que rapidamente começou a circular nas redes sociais e que promete ser candidato a golo da jornada. Não é, de resto, novidade para quem acompanha a carreira de Rúben Neves, conhecido desde os tempos de FC Porto pelos remates de longa distância que tantas vezes fizeram a diferença.
Na segunda parte, o Al Hilal limitou-se a gerir o resultado, ainda com tempo para chegar ao terceiro golo e selar uma vitória tranquila. Neves saiu ovacionado, consciente de que tinha sido o motor da equipa e o autor do lance mais memorável da tarde.
Num campeonato cada vez mais mediático e competitivo, o internacional português continua a destacar-se não apenas pelo nome, mas sobretudo pela qualidade. E quando decide rematar assim, de longe e sem pedir licença, a ordem parece clara: vai já daqui… porque a bola só pára no fundo da baliza.