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20/01/26 às 17:33

André Coelho assume ambição máxima no Europeu: Portugal quer o tricampeonato, mas sem ilusões

Portugal entra em campo no próximo sábado para iniciar a defesa do título europeu de futsal, com a ambição clara de conquistar um inédito tricampeonato continental.

Bicampeã da Europa, depois das conquistas em 2018 e 2022, a Seleção Nacional apresenta-se novamente como uma das grandes favoritas, mas André Coelho faz questão de sublinhar que o estatuto traz consigo uma responsabilidade acrescida e uma competição cada vez mais exigente.

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A estreia dos comandados de Jorge Braz será frente à Itália, numa prova organizada por três países — Eslovénia, Letónia e Lituânia. Portugal está inserido no grupo D, onde irá ainda medir forças com Hungria e Polónia.

Aos 32 anos, André Coelho é um dos jogadores mais experientes do grupo e não foge à palavra “ganhar” quando fala de objectivos. “A nossa obrigação é sempre ganhar, embora não possamos dizer que estamos obrigados a ser campeões. Temos de dar o nosso melhor e, dado o nosso estatuto, queremos revalidar o título”, afirmou o fixo, em declarações a O JOGO. Um discurso sustentado por um currículo impressionante, que inclui dois Europeus, um Mundial (2021) e uma Finalíssima (2022).

Esse historial de sucesso faz com que Portugal seja hoje visto como “alvo a abater”, algo que, na opinião de André Coelho, torna cada jogo particularmente complicado. A estreia frente à Itália é disso exemplo. “É uma seleção que dispensa apresentações. Durante muitos anos foi candidata ao título, tem jogadores de enorme qualidade e alguns naturalizados. Sabemos que vai ser um jogo exigente, mas estaremos preparados”, garantiu.

O internacional português não esconde que, para além da Itália, há outros candidatos naturais ao título, como a Espanha, a França ou a Ucrânia, embora alerte que a teoria vale pouco, como ficou demonstrado no último Mundial, disputado no Uzbequistão, onde Portugal foi eliminado precocemente pelo Cazaquistão. “Foi um rude golpe. Saímos muito cedo e ficou a aprendizagem de que não se podem cometer erros”, admitiu.

Com mais de uma década ao serviço da Seleção, André Coelho destaca também a evolução mental do grupo. “Quando cheguei, havia muito receio de defrontar seleções como Espanha, Itália ou Brasil. Esta geração já não tem medo e isso faz toda a diferença”, sublinhou. Um crescimento que, na sua opinião, garante o futuro do futsal português, graças ao trabalho consistente da Federação e ao percurso formativo das camadas jovens.

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Hoje jogador do Benfica, depois de quatro temporadas no Barcelona, André Coelho assume-se como um dos líderes de uma equipa que continua faminta de títulos. “Quando se ganha uma vez, quer-se ganhar outra. E depois outra a seguir”, concluiu, com a ambição intacta.