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Nacional
30/01/26 às 11:08

Deco aponta Portugal como candidato sério ao Mundial e revisita decisões que marcaram Raphinha

Portugal tem argumentos mais do que suficientes para sonhar alto no Campeonato do Mundo de 2026.

A convicção é de Deco, antigo internacional português e actual director-desportivo do FC Barcelona, que não hesita em colocar a selecção das Quinas no restrito lote de favoritos à conquista do próximo Mundial. Em entrevista à TNT Sports Brasil, Deco destacou a qualidade do grupo às ordens de Roberto Martínez, sublinhando que, olhando para o talento disponível, Portugal não pode ser afastado das principais candidaturas.

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“Pela equipa que tem é impossível Portugal não estar entre os favoritos”, afirmou Deco, num discurso que combina respeito pelo potencial nacional com uma leitura realista do contexto internacional. O antigo médio incluiu ainda Espanha, Argentina e França no grupo de selecções mais bem posicionadas, deixando o Brasil ligeiramente atrás, fruto do histórico recente. Ainda assim, Deco ressalvou que, se a selecção canarinha “encaixar”, o talento individual pode rapidamente alterar qualquer prognóstico.

Nesse contexto, o nome de Neymar surge como peça-chave. Deco não escondeu a admiração pelo craque brasileiro e acredita que a sua presença no Mundial poderá elevar significativamente o nível competitivo do Brasil, desde que a condição física acompanhe. Um ataque com Neymar, Vinícius Júnior e Raphinha seria, no seu entender, um luxo para qualquer seleccionador.

Foi precisamente Raphinha que mereceu uma análise mais detalhada por parte de Deco, num regresso às origens do extremo no futebol português. O dirigente catalão lamentou que o jogador nunca tenha tido tempo suficiente para se afirmar plenamente em Portugal, sobretudo no Sporting CP, onde começava a ganhar estatuto antes de ser vendido.

Deco recordou ainda a passagem inicial de Raphinha pelo Vitória SC, considerando o clube de Guimarães um contexto ideal para crescimento, mas sublinhando que as circunstâncias de mercado acabaram por ditar uma progressão pouco convencional. Em vez de uma transferência directa para um gigante europeu, o brasileiro seguiu para o Stade Rennais e depois para o Leeds United, até chegar finalmente ao Barcelona em 2022.

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Para Deco, tratou-se de um talento destinado desde cedo aos grandes palcos, mas condicionado por opções estratégicas dos clubes por onde passou. Uma reflexão que cruza passado e presente e que ajuda a enquadrar o crescimento de um jogador que hoje brilha na elite europeia, enquanto Portugal, com uma geração recheada de qualidade, prepara-se para atacar o Mundial com legítimas ambições.