Francesco Farioli não gosta de celebrar antes do tempo. É uma das características que mais define o treinador italiano desde que chegou ao Porto — a recusa sistemática em alimentar euforia, mesmo quando os números justificam toda a festa.
Porto 79 pontos, sete de vantagem sobre o Benfica, quatro jornadas para o fim. Farioli desvalorizou a vantagem com a frieza que o caracteriza. Na quarta-feira há o Sporting na Taça — mas o campeonato é a prioridade absoluta.
Francesco Farioli não gosta de celebrar antes do tempo. É uma das características que mais define o treinador italiano desde que chegou ao Porto — a recusa sistemática em alimentar euforia, mesmo quando os números justificam toda a festa.
Depois da vitória 2-0 sobre o Tondela, com o Porto já a saber que o Benfica tinha ganho o dérbi em Alvalade e que a vantagem no topo se consolidava, Farioli foi interrogado sobre o título. A resposta foi a que toda a gente esperava dele: "São apenas três pontos a mais e um jogo a menos, nada mais." A frase de um homem que recusa deixar que a proximidade do título mude um milímetro a preparação das próximas semanas.
Os números dizem o resto. Porto 79 pontos. Benfica 72. Sporting 71 com um jogo a menos. Quatro jornadas para o fim — um máximo de 12 pontos ainda disponíveis. O Porto precisa de menos de metade desse total para ser matematicamente campeão independentemente do que façam os rivais. A uma vitória nas próximas duas jornadas, o título pode ser garantido ainda esta semana.
Há um detalhe que torna a gestão desta semana mais complexa: na quarta-feira à noite, o Porto recebe o Sporting para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, com os leões a chegarem com vantagem de 1-0 da primeira mão. Farioli vai ter de decidir quanto arrisca na Taça sem comprometer o campeonato.
A resposta provavelmente já está tomada. O Porto não ganha o campeonato há quatro anos. A Taça é importante — mas o título é sagrado.