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Nacional
07/01/26 às 20:30

Uma saída discreta, mas com contas bem feitas: os números por trás da despedida de Jurásek

A passagem de David Jurásek pelo Benfica está prestes a chegar oficialmente ao fim e, apesar de curta e pouco marcante dentro de campo, deixa implicações financeiras que merecem ser analisadas com atenção.

O lateral-esquerdo checo prepara-se para regressar ao Slavia Praga, clube que o havia vendido às águias em 2023 por uma verba a rondar os 14 milhões de euros.

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A operação está praticamente concluída. Jurásek realiza esta quinta-feira os exames médicos em Praga e, caso não surja qualquer imprevisto, seguirá depois para Marbella, em Espanha, onde o Slavia Praga se encontra em estágio de preparação. O jogador, de 25 anos, rescinde assim o vínculo que o ligava ao Benfica até junho de 2028, encerrando um capítulo que nunca chegou verdadeiramente a arrancar.

Contratado com expectativas elevadas, Jurásek acabou por não convencer. Sob o comando de Roger Schmidt, realizou apenas 12 jogos oficiais, sem conseguir afirmar-se como solução consistente para o lado esquerdo da defesa. A tentativa de relançar a carreira através de um empréstimo ao Beşiktaş também não produziu os resultados desejados, levando o Benfica a procurar uma solução definitiva nesta janela de mercado de inverno.

O principal entrave à saída era o salário elevado do jogador, difícil de comportar para vários clubes interessados. Ainda assim, todas as partes acabaram por chegar a entendimento, com o Benfica a optar por facilitar o processo para libertar espaço na folha salarial e minimizar perdas futuras.

Do ponto de vista financeiro, a SAD encarnada garante um encaixe imediato de 4 milhões de euros com a transferência para o Slavia Praga. Mais relevante, porém, é a manutenção de 50 por cento dos direitos económicos do jogador, uma cláusula que permite ao Benfica manter esperança de recuperar parte do investimento caso Jurásek seja transferido novamente no futuro.

No regresso à Chéquia, o lateral-esquerdo deverá assinar um contrato de três temporadas e meia com o Slavia, clube onde se valorizou e alcançou o estatuto que o levou à mudança para a Luz. Para o Benfica, trata-se de uma saída pragmática: longe de ideal, mas financeiramente controlada e estrategicamente defensiva.

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No final, Jurásek deixa o Estádio da Luz sem deixar grande marca desportiva, mas com um dossiê fechado de forma ponderada, num mercado onde errar menos também é uma forma de ganhar.