O pós-jogo entre Benfica e Farense (3-2), referente à 27.ª jornada da I Liga, ficou marcado pelas declarações contundentes de Tozé Marreco, treinador da formação algarvia, que não escondeu a indignação com críticas recebidas nos dias que antecederam o duelo na Luz.
“Não fomos o saco de pancada que disseram que íamos ser. O desnível no futebol português está enorme. Como se disse esta semana, o futebol português tem de mudar. Ouvi que está doente, e está efetivamente. Que haja respeito e decência”, atirou o técnico, em declarações à BTV.
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Marreco visou diretamente alguns comentadores, referindo que o futebol nacional “dá de comer a muita gente, a muita gente incompetente”, e garantiu que, mesmo perante um cenário de descida iminente, a dignidade da sua equipa não será colocada em causa: “É inadmissível o que ouvimos esta semana! Eu e os meus jogadores podemos descer, é o mais provável, mas vamos continuar sempre de cabeça erguida”.
Na conferência de imprensa, Bruno Lage mostrou-se solidário com o colega de profissão e não fugiu ao tema:
“Não tinha percebido a questão das declarações sobre o Farense… mas estou solidário com o Tozé. Uma coisa é não gostarem de nós ou criticarem, outra é passar para lá”.
O treinador encarnado apelou ainda ao respeito pelo lado humano dos profissionais do futebol: “Não me levem a mal. Estou também a aprender a jogar o vosso jogo. Mas há quem se está a atirar para fora de pé, e nós temos família. Atirar-se para fora de pé não fica bem”.
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O ambiente tenso nas reações mostra um lado menos visível da competição: a pressão crescente sobre os treinadores e os danos colaterais provocados por opiniões pouco ponderadas no espaço público.