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Nacional
10/01/26 às 10:47

Um novo protagonista entra na corrida e o futuro de Schjelderup pode mudar de rumo

O mercado de inverno começa a ganhar contornos cada vez mais interessantes para o Benfica, e um dos dossiês que promete animar as próximas semanas é o de Andreas Schjelderup.

O jovem extremo norueguês continua sem conseguir afirmar-se de forma consistente na Luz e, perante o crescente número de interessados, a sua saída — ainda que temporária — começa a ser encarada como um cenário cada vez mais plausível.

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Nos últimos dias, surgiu um novo e pesado concorrente na corrida pelo jogador: o West Ham, orientado por Nuno Espírito Santo. De acordo com informações avançadas pelo jornalista italiano Gianluca Di Marzio, o emblema londrino já terá mesmo avançado com uma proposta formal pelo extremo de 21 anos, colocando-se na linha da frente face ao interesse do Parma e da AS Roma.

O interesse inglês surge num contexto delicado para o West Ham. A equipa atravessa um momento complicado na Premier League, com maus resultados a empurrarem o clube para a metade inferior da tabela. A última vitória aconteceu há cerca de dois meses, cenário que deixou Nuno Espírito Santo sob forte pressão. Ainda assim, o poder financeiro da Premier League continua a fazer a diferença e os ‘hammers’ já deram provas disso neste mercado de inverno.

O clube londrino não tem poupado nos investimentos ofensivos. Chegaram recentemente dois avançados de peso: Pablo Felipe, proveniente do Gil Vicente, por cerca de 23 milhões de euros, depois de uma primeira metade de época notável em Barcelos, e Taty Castellanos, contratado à Lazio por um valor próximo dos 30 milhões. A aposta clara no ataque sugere que o West Ham pretende uma reformulação profunda, e Schjelderup encaixa no perfil de jovem talento com margem de crescimento e potencial de valorização.

Do lado do Benfica, a situação do norueguês continua a ser analisada com cautela. Contratado ao Nordsjælland há três anos como uma das grandes promessas do futebol escandinavo, Schjelderup nunca conseguiu afirmar-se de forma definitiva no onze encarnado. Com Roger Schmidt, cedo ficou claro que não seria uma aposta regular. Sob o comando de Bruno Lage, teve alguns momentos interessantes, mas sempre de forma intermitente.

A chegada de José Mourinho ao banco do Benfica não alterou significativamente o cenário. Schjelderup continua a somar minutos, mas maioritariamente como suplente, sem conseguir aproveitar plenamente as oportunidades, mesmo num contexto em que as lesões de Bruma e Lukebakio poderiam abrir espaço na rotação ofensiva.

Apesar disso, a SAD encarnada mantém confiança no potencial do jogador e a solução preferida passará por um empréstimo, idealmente para um campeonato competitivo que permita a Schjelderup ganhar minutos, confiança e visibilidade. Nesse sentido, tanto a Premier League como a Serie A surgem como destinos atractivos, embora com exigências bem distintas.

Em Itália, o Parma surge como uma opção interessante pela possibilidade de maior regularidade competitiva, enquanto a AS Roma representa um salto para um contexto de maior pressão e ambição europeia. Para além destes clubes, também a Juventus terá manifestado interesse no jogador natural de Bodø, sinal claro de que o talento do extremo continua a despertar atenção nos principais mercados.

A decisão final dependerá não só dos valores envolvidos, mas também do projecto desportivo apresentado e do papel reservado ao jogador. Aos 21 anos, Schjelderup está num momento decisivo da carreira. Um passo em falso pode comprometer a evolução; uma escolha acertada pode, pelo contrário, relançar uma promessa que continua a ser vista como um activo com enorme margem de valorização.

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Para já, o cenário permanece em aberto. O que parece certo é que o futuro de Andreas Schjelderup dificilmente passará pela Luz no imediato — e a entrada em cena de Nuno Espírito Santo pode mesmo mudar todo o rumo deste processo.