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Nacional
24/01/26 às 12:07

Entre Turim e a Invicta: Francisco Conceição não fecha a porta a um reencontro com os dragões

Francisco Conceição não esquece as origens e fez questão de o deixar claro. Em entrevista à Sport TV, o extremo da Juventus admitiu, sem rodeios, que um regresso ao FC Porto faz parte dos seus planos para o futuro, ainda que não seja um cenário imediato.

“Não vou dizer que não. O FC Porto é o clube do meu coração. Diz-me muito e quero muito regressar”, afirmou o internacional português, sublinhando, no entanto, que essa possibilidade não deverá concretizar-se num curto espaço de tempo. “Quando? Não sei. Num futuro próximo não será. Mas gostaria de regressar para continuar a mostrar o meu valor, não para acabar a carreira”, esclareceu.

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Transferido para a Juventus no verão de 2024, Francisco Conceição garante que a distância não diminuiu a ligação emocional aos dragões. Pelo contrário. O extremo confessou que continua a viver intensamente os jogos do clube azul e branco e mostrou-se satisfeito com a temporada que a equipa tem vindo a realizar. “Sei o que aquelas pessoas sofrem. Quero que o FC Porto vença. Este ano estou mais feliz com aquilo que estão a conseguir fazer. O último foi muito duro, de sofrimento. Agora estão a dar uma resposta bem diferente”, referiu, indo ainda mais longe na análise. Para o jovem jogador, o FC Porto é, sem hesitações, “o principal candidato ao título”, ideia que, segundo ele, tem sido confirmada dentro das quatro linhas.

Um dos momentos mais marcantes da conversa surgiu quando Francisco falou da família e, em particular, da relação com o pai, Sérgio Conceição. Visivelmente emocionado ao recordar o primeiro golo marcado com a camisola do FC Porto e o abraço que se seguiu, o extremo foi claro quanto ao papel da família no seu percurso. “É a base de tudo. É isso que me dá fome de vencer, de provar que tenho capacidade. O meu maior objectivo é deixar a minha família orgulhosa”, confessou, descrevendo esse momento como “dos mais bonitos” da sua carreira.

A Seleção Nacional foi outro dos temas abordados. Francisco Conceição não esconde que tem um grande sonho por cumprir: marcar presença no Campeonato do Mundo. “É uma competição que todos querem jogar. A Seleção é o expoente máximo de um jogador. Quero muito estar no Mundial e ser importante, mas sei que isso exige muito trabalho até lá”, afirmou, com os pés bem assentes no chão.

A entrevista terminou num tom mais emotivo, com referência à trágica morte de Diogo Jota e do irmão, André Silva, em julho do ano passado. Um episódio que, segundo Francisco, continua bem presente no balneário da Seleção. “Foi um dos momentos mais difíceis para nós. Além de um grande jogador, era uma pessoa extraordinária, de quem todos gostavam”, recordou. O desejo agora é transformar a dor em motivação. “Quando entramos em campo pela Seleção, será também por ele. Tinha o sonho de ganhar o Mundial e queremos levá-lo connosco. Estará sempre presente”, concluiu.

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Entre a ambição em Turim, o sonho do Mundial e o carinho inabalável pelo Dragão, Francisco Conceição deixa claro que o futuro ainda tem muitas páginas por escrever — e algumas delas podem, um dia, voltar a ser azuis e brancas.